Anunciar a alegria da fé

Agentes de evangelização

30. Junho. 2016

«Através de todas as suas atividades, a paróquia incentiva e forma os seus membros para serem agentes da evangelização» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28). A principal tarefa é «encontrar o modo de comunicar Jesus que corresponda à situação em que vivemos» (EG 121). Neste tema, propomos o resumo de conteúdos apresentados no primeiro ponto do quinto capítulo da EG («evangelizadores com Espírito»).

«Através de todas as suas atividades, a paróquia incentiva e forma os seus membros para serem agentes da evangelização» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28). A principal tarefa é «encontrar o modo de comunicar Jesus que corresponda à situação em que vivemos». Neste sentido, a paróquia missionária proporciona aos seus membros «uma melhor formação, um aprofundamento do nosso amor e um testemunho mais claro do Evangelho». Ora, tendo em conta que «todos somos chamados a crescer como evangelizadores», «a nossa imperfeição não deve ser desculpa; pelo contrário, a missão é um estímulo constante para não nos acomodarmos na mediocridade, mas continuarmos a crescer» (EG 121). Neste tema, propomos o resumo de conteúdos apresentados no primeiro ponto do quinto capítulo da EG («evangelizadores com Espírito»).

Evangelizadores com espírito

Consciente do perigo de viver a evangelização como «um conjunto de tarefas vividas como uma obrigação pesada, que quase não se tolera ou se suporta como algo que contradiz as nossas próprias inclinações e desejos» (EG 261), a paróquia missionária recorda aos seus membros que têm de ser «evangelizadores que se abrem sem medo à ação do Espírito Santo». Na verdade, é o Espírito Santo quem «infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (‘parresia’), em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo contracorrente» (EG 259). Pretende-se uma dinâmica «evangelizadora mais ardorosa, alegre, generosa, ousada, cheia de amor até ao fim e feita de vida contagiante!» (EG 261). Assim, é necessário que estejam «bem apoiados na oração», porque sem a oração «toda a ação corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim de contas, carece de alma» (EG 259).

O encontro pessoal com o amor de Jesus

A paróquia missionária assume que a evangelização e a oração têm de estar sempre unidas: «sem momentos prolongados de adoração, de encontro orante com a Palavra, de diálogo sincero com o Senhor, as tarefas facilmente se esvaziam de significado, quebrantamo-nos com o cansaço e as dificuldades, e o ardor apaga-se» (EG 262). É na oração que o evangelizador encontra a motivação: «o amor que recebemos de Jesus, aquela experiência de sermos salvos por Ele que nos impele a amá-Lo cada vez mais» (EG 264). Acontece que «às vezes perdemos o entusiasmo pela missão, porque esquecemos que o Evangelho dá resposta às necessidades mais profundas das pessoas […]. O entusiasmo na evangelização funda-se nesta convicção. Temos à disposição um tesouro de vida e de amor que não pode enganar» (EG 265). Ao mesmo tempo, é uma convicção «sustentada com a experiência pessoal, constantemente renovada», uma vez que «não se pode perseverar numa evangelização cheia de ardor, se não se está convencido, por experiência própria, que não é a mesma coisa ter conhecido Jesus ou não O conhecer […]. Sabemos bem que a vida com Jesus se torna muito mais plena e, com Ele, é mais fácil encontrar o sentido para cada coisa. É por isso que evangelizamos» (EG 266). Desta forma, «unidos a Jesus, procuramos o que Ele procura, amamos o que Ele ama» (EG 267).

O prazer espiritual de ser povo

A paróquia missionária sabe que «para ser evangelizadores com espírito é preciso também desenvolver o prazer espiritual de estar próximo da vida das pessoas […]. A missão é uma paixão por Jesus, e simultaneamente uma paixão pelo seu povo» (EG 268). O exemplo vem de Jesus Cristo: «o próprio Jesus é o modelo desta opção evangelizadora que nos introduz no coração do povo» (EG 269). A maneira de ser e agir de Jesus Cristo mostra que precisamos de tocar «a miséria humana», precisamos de tocar «a carne sofredora dos outros» (EG 270). Não se trata de «uma opção pastoral entre várias possíveis» (EG 271). «É algo que não posso arrancar do meu ser, se não me quero destruir» (EG 273). «Por isso, se consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor, isso já justifica o dom da minha vida» (EG 274). Aliás, «cada vez que nos encontramos com um ser humano no amor, ficamos capazes de descobrir algo de novo sobre Deus. […] Em consequência disto, se queremos crescer na vida espiritual, não podemos renunciar a ser missionários. A tarefa da evangelização enriquece a mente e o coração, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensíveis para reconhecer a ação do Espírito, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados» (EG 272).

Sou «evangelizador com Espírito»? Que importância dou à oração? Sinto «o prazer espiritual de ser povo»?