Anunciar a alegria da fé

Diálogo e anúncio

25. Junho. 2016

O papa Francisco, decidido a promover uma «profunda renovação missionária» na Igreja, lembra que «há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos. É a pregação informal que se pode realizar durante uma conversa, e é também a que realiza um missionário quando visita um lar. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho» (EG 127).

Na sequência do número 28 da Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual (EG), apresentamos a paróquia missionária como «âmbito para […] o diálogo, o anúncio». Neste propósito incluem-se os números 127 a 129 e 132 a 134 da mesma Exortação Apostólica. O papa Francisco, decidido a promover uma «profunda renovação missionária» na Igreja, lembra que «há uma forma de pregação que nos compete a todos como tarefa diária: é cada um levar o Evangelho às pessoas com quem se encontra, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos. É a pregação informal que se pode realizar durante uma conversa, e é também a que realiza um missionário quando visita um lar. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho» (EG 127).

Diálogo

A paróquia missionária ajuda os evangelizadores a perceber que a comunicação tem de começar por «um diálogo pessoal» pautado por uma dinâmica «sempre respeitosa e amável». Assim, estabelece-se um diálogo em que «a outra pessoa se exprime e partilha as suas alegrias, as suas esperanças, as preocupações com os seus entes queridos e muitas coisas que enchem o coração». Este «primeiro momento» é fundamental para criar no outro as condições necessárias para (depois) lhe apresentar a Palavra. E «se parecer prudente e houver condições, é bom que este encontro fraterno e missionário conclua com uma breve oração que se relacione com as preocupações que a pessoa manifestou. Assim ela sentirá mais claramente que foi ouvida e interpretada, que a sua situação foi posta nas mãos de Deus, e reconhecerá que a Palavra de Deus fala realmente à sua própria vida» (EG 128).

Anúncio

A paróquia missionária recorda a todos os seus membros que o anúncio da alegria do Evangelho tem de ser partilhado «com uma atitude humilde e testemunhal» (EG 129). Depois, «seja pela leitura de algum versículo ou de modo narrativo», o importante é ter sempre presente este «anúncio fundamental: o amor pessoal de Deus que Se fez homem, entregou-Se a Si mesmo por nós e, vivo, oferece a sua salvação e a sua amizade» (EG 128). A partir daqui há muitas e variadas formas válidas para fazer esse anúncio: «umas vezes exprime-se de maneira mais direta, outras através dum testemunho pessoal, uma história, um gesto, ou outra forma que o próprio Espírito Santo possa suscitar numa circunstância concreta» (EG 128). Entretanto, o papa Francisco alerta para evitar a obsessão pelas «fórmulas preestabelecidas». E desafia a ter sempre presente a importância da «inculturação», assumindo uma criatividade capaz de vencer os medos que nos paralisam ou sufocam a ousadia. Neste contexto, «o que se deve procurar é que a pregação do Evangelho, expressa com categorias próprias da cultura onde é anunciado, provoque uma nova síntese com essa cultura» (EG 129). Em consonância com esta dinâmica, o Papa refere também o anúncio às «culturas profissionais, científicas e académicas». Trata-se de promover «o encontro entre a fé, a razão e as ciências, que visa desenvolver um novo discurso sobre a credibilidade, uma apologética original que ajude a criar as predisposições para que o Evangelho seja escutado por todos» (EG 132). Neste contexto, não se pode descurar o papel das universidades e das escolas católicas: «As universidades são um âmbito privilegiado para pensar e desenvolver este compromisso de evangelização de modo interdisciplinar e inclusivo. As escolas católicas, que sempre procuram conjugar a tarefa educacional com o anúncio explícito do Evangelho, constituem uma contribuição muito válida para a evangelização da cultura, mesmo em países e cidades onde uma situação adversa nos incentiva a usar a nossa criatividade para se encontrar os caminhos adequados» (EG 134). Neste anúncio «às culturas no seu conjunto», destaca-se também o papel da teologia: «em diálogo com outras ciências e experiências humanas tem grande importância para pensar como fazer chegar a proposta do Evangelho à variedade dos contextos culturais e dos destinatários». Por isso, o papa Francisco pede aos teólogos que «tenham a peito a finalidade evangelizadora da Igreja e da própria teologia, e não se contentem com uma teologia de gabinete» (EG 133).

Cultivo e aprecio o diálogo (respeitador e amável) como porta para a evangelização? Ou considero-o uma perda de tempo? Estou mais preocupado em transmitir fórmulas ou em narrar de forma criativa a minha de fé? Promovo o «encontro» entre a fé e as ciências?