Até domingo

Batismo de Jesus

Até domingo

Oração diária a partir do evangelho do domingo seguinte. Uma proposta traduzida e adaptada do original em francês apresentado em «vers dimanche».

Quarta, 6 de janeiro

Aquele que vem

João Batista, o último dos profetas, está consciente que se prepara uma nova época. Mais do que qualquer outro, ele está à espera daquele que vem, e que é mais forte do que ele. Prepara-se. E o evangelho mostrar-lo-á como aquele que aceita diminuir para que Jesus cresça. Ao reconhecer que não é digno de desatar a correia das sandálias, coloca-se na posição do servo, até mesmo do escravo, a quem compete essa tarefa. Senhor Jesus, hoje como ontem, tu és aquele que vem, presente nos rostos do pequeno e do pobre. Ensina-me a reconhecer-te nos meus irmãos e servir-te através deles.

Quinta, 7 de janeiro

O Espírito Santo

O Espírito Santo é nomeado duas vezes no texto do evangelho. Em primeiro lugar, na boca do Batista ao afirmar que «aquele que vem» batizará no Espírito Santo e no fogo, reconhecendo que qualquer coisa de novo surgirá com ele. Tratar-se-á, com efeito, dum mergulho total em Cristo ressuscitado, passando pelo fogo da cruz. Depois, o Espírito aparece sob a forma de pomba, recordando a da arca de Noé que volta com um ramo de oliveira e anuncia uma nova criação. Não é o batismo essa recriação no Espírito? Espírito de Jesus Cristo, em que eu estou mergulhado pelo batismo, faz de mim um ser novo.

Sexta, 8 de janeiro

O céu abriu-se

O batismo de Jesus é uma teofania, uma manifestação visível de Deus. No Antigo Testamento, o povo suplicava a Deus que se mostrasse e que descesse: «Ah, se rasgasses os céus e descesses!» (Isaías 63, 19). No batismo de Jesus, foi como se esta súplica tivesse sido escutada. Deus faz-se próximo dos seres humanos: não há qualquer separação entre eles. É um tempo novo, no qual é restabelecida a relação entre o céu e a terra. Senhor, nosso Deus, vieste à nossa terra e falas-nos em Jesus Cristo, Palavra feita carne. Abre o meu coração à tua Palavra.

Sábado, 9 de janeiro

Filho muito amado

Eis que se faz ouvir a voz de Deus. Coloca à escuta e deixo ecoar no meu coração as palavras: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência». Dirigidas a Jesus, para revelar a sua identidade de Filho de Deus, elas são também para cada um de nós, hoje. Eu sou esse/a filho/a muito amado/a do Pai. Deus, nosso Pai, nos encontros e nas atividades deste dia, como é que vou viver o teu amor?

Domingo, 10 de janeiro

Mergulhados no amor da Trindade

O evangelho deste dia põe em cena o Pai, o Filho e o Espírito Santo, primeira manifestação da Trindade. Ao participar no batismo de João, Jesus Cristo propõe-nos entrar atrás dele (segui-lo) numa história de amor: ele é o Filho por excelência, repleto dum Espírito de amor para com o seu Pai. A segunda leitura diz-nos que Deus nos salvou «em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, que Ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador». Não é extraordinário pensar que, no batismo, mergulhamos no amor de Deus Trindade, para podermos viver como irmãos! A eucaristia é o lugar em que podemos voltar à fonte do amor. Senhor, aumenta em nós o desejo da eucaristia!

Evangelho

Lucas 3, 15-16.21-22

Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias. João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu batizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».

© Secretariado Nacional de Liturgia