Até domingo — Ano A

Segundo Domingo de Advento

Virá o Filho do homem

Até domingo

Oração diária a partir do evangelho do domingo seguinte. Uma proposta traduzida e adaptada do original em francês apresentado em «vers dimanche».

Segunda, 28 de novembro

Arrependei-vos!

O convite é firme e claro: Arrependei-vos! É para hoje. Torna-se difícil não o escutar. Somos chamados a mudar de comportamento (conversão) e, ao mesmo tempo, a fazer eco do convite para que seja transmitido de terra em terra, de geração em geração. Ele chega a nós de maneira firme e suave: firme porque é urgente; suave porque não é para darmos lições a ninguém. Voltemo-nos para Jesus Cristo que vem, é ele quem nos chama!

Terça, 29 de novembro

Preparai o caminho!

Um acontecimento profissional, familiar, amigável ou pessoal (festa, nascimento, casamento, reunião, refeição…) tem de ser preparado! Há sempre muita satisfação em partilhar os preparativos: imaginar as coisas que vão acontecer, pensar nas pessoas que vão participar, prever o que vai ser preciso… E, chegado o momento, como anfitrião ou convidado, estar preparado, feliz por ter preparado o caminho do Senhor. Voltemo-nos para Jesus Cristo que vem, é ele quem nos convida!

Quarta, 30 de novembro

Endireitai as suas veredas!

André, o apóstolo que hoje celebramos, conduz-nos a Jesus pelo caminho mais curto, tal como João Batista. Endireitar as veredas, segundo a expressão do Batista, é, neste caso, sermos nós mesmos o caminho que conduz a Cristo. Isto faz-se na vida quotidiana, no encontro com um vizinho, um amigo, um colega, um membro da família, um desconhecido, um estrangeiro… Voltemo-nos para Jesus Cristo que vem, e endireitemos as suas veredas!

Quinta, 1 de dezembro

Vida simples!

João usava uma veste tecida com pêlos de camelo, alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre. Estranho personagem, um bocado marginal, que vivia com pouco, pregava e procurava Deus. Hoje, são muitos os que, como ele, clamam no deserto para que as nossas opulentas sociedades sejam mais pobres, mais defensoras da vida e, sobretudo, mais humanas. Voltemo-nos para Jesus Cristo que vem através dessas palavras e atos!

Sexta, 2 de dezembro

Celebridade!

A terra tornou-se uma aldeia onde a celebridade, tal como muitas outras coisas, tão rapidamente aparece como desaparece da mesma forma. A celebridade de João — que vem de todos os lados —, como a de Cristo, está relacionada com o serviço. Eles vieram, não para ser servidos ou para se servirem, mas para servir. Voltemo-nos para Jesus Cristo que vem como humilde servo!

Sábado, 3 de dezembro

Batismo!

João Batista, como Francisco Xavier, de quem celebramos hoje a morte (em 1552, na China), propõe um batismo tendo em vista a conversão do coração. Jesus, no dia do seu batismo, foi confirmado na missão pelo Pai e pelo Espírito Santo. Entramos nesta comunhão trinitária sempre que celebramos os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Confirmação), sempre que reavivamos os dons já recebidos. Voltemo-nos para Jesus Cristo que vem e nos convida a segui-lo!

Domingo, 4 de dezembro

Humildade!

Contemplemos a humildade de João Batista que dá o lugar a Jesus: «Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu e não sou digno de levar as suas sandálias». Reconhece em Jesus o que se lê no livro de Isaías: «espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus» (primeira leitura). Deixemo-nos invadir pelo Espírito de Deus que quer viver connosco e em nós. E «o Verbo se fez carne» para falar ao mundo sobre o imenso amor de Deus que é ternura e misericórdia. Com João Batista, voltemo-nos para Jesus Cristo que vem: ele humilhou-se, assumiu a condição humana, obediente até à morte e morte de cruz!

Evangelho

Mateus 3, 1-12

Naqueles dias, apareceu João Batista a pregar no deserto da Judeia, dizendo: «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». Foi dele que o profeta Isaías falou, ao dizer: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’». João tinha uma veste tecida com pêlos de camelo e uma cintura de cabedal à volta dos rins. O seu alimento eram gafanhotos e mel silvestre. Acorria a ele gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região do Jordão; e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. Ao ver muitos fariseus e saduceus que vinham ao seu baptismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Praticai ações que se conformem ao arrependimento que manifestais. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é o nosso pai’, porque eu vos digo: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores. Por isso, toda a árvore que não dá fruto será cortada e lançada ao fogo. Eu batizo-vos com água, para vos levar ao arrependimento. Mas Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu e não sou digno de levar as suas sandálias. Ele batizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo. Tem a pá na sua mão: há de limpar a eira e recolher o trigo no celeiro. Mas a palha, queimá-la-á num fogo que não se apaga».

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