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Fé anunciada, Paróquias missionárias,

Centro de constante envio missionário

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Anunciar a alegria da fé

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A paróquia como «centro de constante envio missionário» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28) é a afirmação que encerra o conjunto de atributos elencados pelo papa Francisco para renovar a paróquia em chave de conversão missionária.

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27. Centro de constante envio missionário

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A paróquia como «centro de constante envio missionário» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28) é a afirmação que encerra o conjunto de atributos elencados pelo papa Francisco para renovar a paróquia em chave de conversão missionária. Em várias reflexões deste itinerário já demos a conhecer alguns dos aspetos mais importantes relacionados com esta temática do envio missionário, nomeadamente no que se refere à formação do discípulo missionário (cf. temas 1 e 11). Neste e nos próximos dois temas (28 e 29) vamos recordar os conteúdos que caracterizam uma Igreja missionária, ou, na bela expressão do papa Francisco, uma Igreja «em saída». Neste contexto, a paróquia, porque é a presença visível da Igreja mais próxima de cada pessoa (cf. tema 13) precisa de se converter também numa paróquia missionária, numa paróquia «em saída».

Mandato missionário

A missão (o envio missionário) de levar o Evangelho a todas as pessoas e lugares não é uma invenção da Igreja, mas uma resposta positiva ao mandato de Jesus Cristo (cf. tema 1): «A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: ‘Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado’ (Mateus 28, 19-20). Nestes versículos, aparece o momento em que o Ressuscitado envia os seus a pregar o Evangelho em todos os tempos e lugares, para que a fé n’Ele se estenda a todos os cantos da terra» (EG 19). Assim, a paróquia para ser fiel à sua identidade precisa de assumir com alegria (cf. temas 3, 4 e 5) e total disponibilidade o mandato missionário confiado pelo Ressuscitado aos seus discípulos. Por isso a paróquia não pode não ser missionária (cf. tema 12)!

Paróquia missionária «em saída»

A paróquia missionária assume com decisão a «transformação missionária» de toda a sua atividade pastoral. Aqui se encontra a chave da importante mudança que é chamada a promover: um dinamismo de «saída». Aos seus membros recorda que, apesar de existirem e serem válidos diferentes caminhos, variadas metodologias, distintas espiritualidades, multiformes vivências, «hoje todos somos chamados a esta nova ‘saída’ missionária». Por isso, «cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho». A paróquia missionária não ignora as dificuldades provocadas pela concretização do envio missionário, pois é mais cómodo ficar com os que já conhecemos, com os que estão «dentro» ou, então, simplesmente ficar à espera que os que estão «fora» venham ter connosco, solicitem a nossa ajuda. Esta forma de pensar e de agir reforça a ideia de que até parece mais necessário e comprometedor dedicar-se ao «centro» e não às «periferias»! Contudo, sem hesitações, o papa Francisco alerta para a importância de assumir em pleno o significado do mandado missionário: «naquele ‘ide’ de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja» (EG 20).

A «saída» no Antigo Testamento

O papa Francisco, sem ser exaustivo, apresenta apenas alguns exemplos retirados do Antigo Testamento em que «aparece constantemente este dinamismo de ‘saída’, que Deus quer provocar nos crentes» (EG 20). O que acontece com Abraão, Moisés e Jeremias são três entre várias outras situações. «Abraão aceitou a chamada para partir rumo a uma nova terra»: «O Senhor disse a Abrão: ‘Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti um grande povo, abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome e serás uma fonte de bênçãos. Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem. E todas as famílias da Terra serão em ti abençoadas’. Abrão partiu, como o Senhor lhe dissera» (Génesis 12, 1-4). «Moisés ouviu a chamada de Deus: ‘Vai; Eu te envio’, e fez sair o povo para a terra prometida»: «Eu te envio ao faraó, e faz sair do Egito o meu povo, os filhos de Israel» (Êxodo 3, 10). E a Jeremias Deus disse: «Não digas: ‘Sou um jovem’. Pois irás aonde Eu te enviar e dirás tudo o que Eu te mandar. Não terás medo diante deles, pois Eu estou contigo» (Jeremias 1, 7-8).

A comodidade, o envio missionário, as periferias, a saída: como soa tudo isto na minha vida e na minha paróquia? Quais são as minhas principais resistências para assumir em pleno o mandato missionário?

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2QuaresmaC16_FACEPOST_tema
Liturgia, Quaresma,

O Senhor estabeleceu com Abraão uma aliança

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Segundo Domingo da Quaresma | Ano C

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O livro do Génesis possui uma riqueza ímpar em referências simbólicas. A sua intenção é, sobretudo, dar a conhecer uma «história da salvação» para toda a Humanidade. O fragmento proposto para primeira leitura situa-nos na promessa feita a Abraão: uma descendência e uma terra. Em 2016, o Segundo Domingo da Quaresma celebra-se no dia 21 de fevereiro.

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2QuaresmaC16_PDF

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A Quaresma é o tempo da Aliança: Deus revela-se e convida-nos a participar na sua vida; Deus revela-se a Abraão, nosso pai na fé, conclui com ele uma Aliança (primeira leitura). Proteção, esperança, luz, salvação (salmo), Deus dá-se a quem o procura. E Paulo assegura-nos que a fé no Deus de Jesus Cristo abre para nós as portas da felicidade celeste (segunda leitura). Não é essa a experiência vivida por Pedro, Tiago e João, na montanha da Transfiguração (evangelho)? Experiência à qual também nós somos convidados em cada eucaristia, pois nela vamos ao encontro do Senhor para acolher a Palavra de luz e de vida.

«O Senhor estabeleceu com Abraão uma aliança»

Deus chama Abraão a pôr-se a caminho. O chamamento não é a uma mera migração de povos, mas a uma nova vida com a finalidade de oferecer a toda a Humanidade a experiência de renovação e libertação do pecado (depois do fratricídio na morte de Abel, depois da arrogância humana na construção da torre de Babel…).
O livro do Génesis possui uma riqueza ímpar em referências simbólicas. A sua intenção é, sobretudo, dar a conhecer uma «história da salvação» para toda a Humanidade. O fragmento proposto para primeira leitura do segundo domingo da Quaresma (Ano C) situa-nos na promessa feita a Abraão: uma descendência e uma terra. O plano divino propõe que Abraão e Sara formem uma grande família e sejam uma «fonte de bênçãos» para toda a terra. Abraão é ancião, como será pai de uma grande descendência? Abraão é um pastor itinerante, como será dono de uma grande porção de terra?
A resposta de Deus é clara: «Olha para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar. […] Assim será a tua descendência». Depois, o texto descreve um episódio insólito: Deus manda a Abraão que sacrifique uns animais e «um brasido fumegante e um archote de fogo passaram entre os animais cortados».
Nos pactos de aliança do mundo antigo era o mais débil — o que se submetia ao poderoso — que tinha de passar entre os animais. Mas, neste caso, é o próprio Deus (através das imagens de «um brasido fumegante e um archote de fogo») quem se compromete pessoalmente com Abraão: «O Senhor estabeleceu com Abraão uma aliança».

No domingo passado (primeiro da Quaresma), a chave de interpretação da primeira leitura era a «terra» que Deus deu ao seu povo, depois de ter passado pelas experiências da escravidão no Egito e da travessia pelo deserto. Agora, a chave hermenêutica é a «aliança» feita com Abraão. O Deus bíblico revela-se como um Deus da história e da salvação (primeiro domingo) e como um Deus da aliança (segundo domingo).
O hebraico serve-se do termo «berit» para expressar a relação única, exclusiva e gratuita de Deus com Israel: única, porque não é comparável a outras experiências religiosas; exclusiva, porque não é feita com outros povos; gratuita, porque a iniciativa é de Deus.
A aliança iniciada com Abraão cumpre-se plenamente em Jesus Cristo. Com ele, Deus estabelece connosco uma Nova e Eterna Aliança: «é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O».

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Génesis 15, 5-12.17-18

Naqueles dias, Deus levou Abrão para fora de casa e disse-lhe: «Olha para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar». E acrescentou: «Assim será a tua descendência». Abraão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído como justiça. Disse-lhe Deus: «Eu sou o Senhor que te mandou sair de Ur dos caldeus, para te dar a posse desta terra». Abraão perguntou: «Senhor, meu Deus, como saberei que a vou possuir?». O Senhor respondeu-lhe: «Toma uma vitela de três anos, uma cabra de três anos e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho». Abraão foi buscar todos esses animais, cortou-os ao meio e pôs cada metade em frente da outra metade; mas não cortou as aves. Os abutres desceram sobre os cadáveres, mas Abraão pô-los em fuga. Ao pôr do sol, apoderou-se de Abraão um sono profundo, enquanto o assaltava um grande e escuro terror. Quando o sol desapareceu e caíram as trevas, um brasido fumegante e um archote de fogo passaram entre os animais cortados. Nesse dia, o Senhor estabeleceu com Abraão uma aliança, dizendo: «Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates».

© Secretariado Nacional de Liturgia

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