Terceiro Domingo de Advento | Ano A

Ide contar o que vedes e ouvis

11. Dezembro. 2016

A alegria está aí! Este é o «Domingo da Alegria», o Terceiro de Advento (Ano A). Uma alegria já proclamada pelo profeta Isaías ao povo exilado, alegria que é trazida por Deus. Tenhamos confiança! Deus vem salvar-nos . E, como exorta Tiago, esperemos com paciência: desejando a «vinda do Senhor», permanecendo firmes na fé e vigilantes na esperança. Em 2016, o Terceiro Domingo de Advento (Ano A) celebra-se no dia 11 de dezembro.

Estará João Batista impaciente? Ele manda perguntar a Jesus: «És Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?» (evangelho). Jesus Cristo responde com atos, os mesmos que cumprem as profecias. Então, para nós, a alegria está aí! Este é o «Domingo da Alegria», o Terceiro de Advento (Ano A). Uma alegria já proclamada pelo profeta Isaías ao povo exilado, alegria que é trazida por Deus (primeira leitura). Tenhamos confiança! Deus vem salvar-nos (salmo). E, como exorta Tiago, esperemos com paciência: desejando a «vinda do Senhor» (segunda leitura), permanecendo firmes na fé e vigilantes na esperança.

«Ide contar o que vedes e ouvis»

João Batista é um verdadeiro profeta, «mais que profeta», é o Precursor. O elogio que recebe de Jesus confirma essa missão: dispor o coração dos outros para se abrirem à ação de Deus. Mesmo na prisão, não deixa de apontar para «Aquele que há de vir», como sempre o fez.

O caminho do Messias, que Deus o encarregou de preparar, mantém-se no centro das suas ocupações. Então, talvez não esteja impaciente. O envio dos discípulos com uma questão, mais do que uma dúvida, é porventura uma estratégia para os levar até Jesus, para os fazer contemplar os sinais da vinda do Messias.

Jesus, entrando no jogo, não oferece uma resposta passiva, do género «Sim, sou o Messias» ou «Não sou, tendes de esperar outro». A resposta é duplamente ativa: fala-lhes da mudança que está a acontecer — «os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres» — e, ao mesmo tempo, convida-os a dar testemunho: «Ide contar [a João] o que vedes e ouvis».

A resposta remete para a vida, para as atitudes e comportamentos, neste caso, marcados pelo amor aos outros, pela alegria das palavras. Hoje, o que temos para contar? Se nos perguntarem se somos discípulos missionários de Jesus Cristo ou é preciso esperar outros, como respondemos? Podemos dizer, como Jesus, para verem o que fazemos e ouvirem o que dizemos? O nosso dia é preenchido com gestos de amor ou só com palavras e intenções?

Silêncio alegre

A prática das obras de misericórdia permite-nos experimentar a mesma alegria vivida por Jesus Cristo. E para tornar atuais os sinais messiânicos, temos de começar pela contemplação silenciosa do outro. Sem juízos prévios. Primeiro, abrir os olhos e os ouvidos para perceber as suas necessidades reais e, depois, agir com eficácia, à maneira de Jesus Cristo. Então, desse silêncio ativo brotará o silêncio alegre da salvação. Neste processo, acompanha-nos a jovem de Nazaré, Maria. «A Ela o Anjo disse: ‘Alegra-te, ó cheia de graça: o Senhor está contigo’ (Lucas 1, 28). Que Ela nos obtenha viver a alegria do Evangelho em família, no trabalho, na paróquia e em todos os ambientes. Uma alegria íntima, feita de admiração e ternura. A que sente uma mãe quando olha para o seu filho recém-nascido, e sente que é um dom de Deus, um milagre que se deve agradecer!» (Francisco, Angelus, 15 de dezembro de 2013).