7 passos para uma catequese mais narrativa

Passar de uma catequese expositiva (“dar catequese”) e doutrinal (“fórmulas”) 
a uma catequese narrativa (“fazer catequese”; “cabeça, coração, mãos”) 
e mistagógica (“símbolos”).

A Bíblia é a narração da experiência do povo de Deus. A catequese será narrativa se for uma atualização da Palavra de Deus, que outrora iluminou a vida de outros povos e hoje pode iluminar a minha/nossa vida.  Jesus Cristo «apresenta-Se-nos como o ‘Narrador’ de Deus (cf. João 1, 18: A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer)» — Bento XVI, Exortação Apostólica sobre a palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, número 90.

Cabeça

pensar o que se sente e o que se faz

Coração

sentir o que se pensa e o que se faz

Mãos

fazer o que se sente e o que se pensa

1.

Verbo no presente

A catequese narrativa não se fixa no passado, no acontecido. A fé e o evangelho precisam de ser narrados no presente de modo que envolva e interpele, seja capaz de provocar uma reação positiva (adesão).

2.

Experiência vital

A catequese narrativa começa pela experiência, não pela doutrina. A fé e o evangelho precisam de ser apresentados como uma experiência vital (não como um conjunto de verdades “frias” e distantes).

3.

História Viva

A catequese narrativa convida a contar uma história viva, a própria, mergulhada na História da Salvação (não se limita a contar histórias: a história da criação, a história do povo de Deus, a história de Jesus Cristo e dos primeiros discípulos).

4.

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Ambiente pessoal

A catequese narrativa é relacional (antes de ser racional), apoia-se na relação pessoal (entre catequista e catequizando) que orienta para o objetivo comum: a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo.

5.

Luz na vida

A catequese narrativa visa permitir que a vida seja iluminada pela experiência cristã de outras pessoas, de modo que a palavra de Deus faça sentido na sua vida pessoal e comunitária (não se limita a dar a oportunidade de dizer o que pensa, de se expressar, de contar as suas experiências, de falar sobre o se está a sentir).

6.

Viver por dentro

A catequese narrativa desperta a criatividade, desafia a “entrar” no relato, a sentir-se uma personagem para fazer uma releitura a partir da sua situação vital (não se trata de decorar/memorizar ou explicar o relato, mas de o “viver por dentro”).

7.

Multifacetada

 

    A catequese narrativa procura envolver as várias “inteligências” (intrapessoal, interpessoal, linguístico-verbal, visual, corporal-cinestésica, lógico-matemática, musical, naturalista, espiritual) ao encontro da catequese mistagógica.

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