Tempo Comum | Anos Pares

Carta de Judas

28. Maio. 2016

A Carta de Judas, tão breve que nem precisa de subdivisão em capítulos, é proposta à audição da comunidade no único dia de sábado da oitava semana (anos pares).

A Carta de Judas, tão breve que nem precisa de subdivisão em capítulos, é proposta à audição da comunidade no único dia de sábado da oitava semana (anos pares).

O tema tratado é só um: o dos mestres do erro, orgulhosos e aduladores, libertinos e escravos das suas paixões, inspiradores e provocadores de divisões na comunidade.

Do documento não se consegue saber muito acerca do ensinamento deles e dos seus procedimentos, porque o autor está sobretudo interessado em demonizá-los, para manter longe deles os seus ouvintes. A Carta nem chega a fornecer quaisquer indicações acerca deles.

Para conseguir o seu intento, «Judas» retrata os mestres do erro com figuras bíblicas: são como a geração do Êxodo que Deus exterminou no deserto; ou como os anjos que pecaram e foram algemados no abismo das trevas; ou como Sodoma e Gomorra, que pelas suas impudicícias se encontram no fogo eterno.

Esses tais, que blasfemam sobre aquilo que ignoram, encontram-se no extremo oposto do arcanjo Miguel o qual, na disputa pela posse do corpo de Moisés, não ousou acusar o demónio com palavras ofensivas, mas entregou a sua causa ao juízo de Deus.

Os mestres do erro encaminharam-se pelas veredas de Caim e provocaram um escândalo como Balaão.

Depois, após os terríveis precedentes bíblicos, o autor continua a descrever os seus adversários com exemplos extraídos da natureza: são como nuvens sem água e árvores sem frutos; como ondas do mar e astros errantes.

A citação tirada do livro apócrifo de Henoc (apresentado como profeta) anuncia o juízo de Deus, e os Apóstolos (cf. 1Timóteo 4, 1) predisseram a vinda desses indivíduos como impostores e vítimas das suas próprias paixões.

É necessário que os crentes se guardem dos ímpios e se mantenham afastados deles, sobretudo os que vacilam, e arranquem das suas mãos os que estão em grande perigo. Quanto a esses, devem ser objeto de compaixão e de vigilância, porque a sua carnalidade é contaminadora.

© Lecionário Comentado | Editora Paulus
© Adaptado pelo Laboratório da fé