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Fé anunciada

Um testemunho alegre da presença de Jesus Cristo Ressuscitado no mundo.

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Fé anunciada, Paróquias missionárias,

Limitações humanas

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Anunciar a alegria da fé

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«O compromisso evangelizador se move por entre as limitações da linguagem e das circunstâncias» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 45). Esta constatação da existência de limitações humanas é fundamental na «transformação missionária da Igreja».

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31. Limitações humanas

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«O compromisso evangelizador se move por entre as limitações da linguagem e das circunstâncias» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 45). Esta constatação da existência de limitações humanas é fundamental na «transformação missionária da Igreja». A paróquia com um «coração missionário […] nunca se fecha, nunca se refugia nas próprias seguranças, nunca opta pela rigidez autodefensiva». A paróquia missionária situa-se num processo de contínuo crescimento «na compreensão do Evangelho e no discernimento das sendas do Espírito, e assim não renuncia ao bem possível, ainda que corra o risco de sujar-se com a lama da estrada». O seu objetivo é «comunicar cada vez melhor a verdade do Evangelho num contexto determinado, sem renunciar à verdade, ao bem e à luz que pode dar quando a perfeição não é possível» (EG 45).

Unidade e pluralidade

A paróquia missionária sabe que ainda não chegou à meta na «compreensão da verdade». Com humildade, promove processos de crescimento, na convicção de que a unidade e a pluralidade não são duas dimensões opostas. Aliás, a «variedade ajuda a manifestar e desenvolver melhor os diversos aspetos da riqueza inesgotável do Evangelho». Por isso, a pluralidade de pensamento dentro da paróquia não pode ser tida como uma «dispersão imperfeita», pois pretende «uma doutrina monolítica defendida sem nuances por todos» (EG 40). Até porque «uma linguagem totalmente ortodoxa» nem sempre «corresponde ao verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo». O que está em causa é «tentar exprimir as verdades de sempre numa linguagem que permita reconhecer a sua permanente novidade» (EG 41), ajudar a perceber a «beleza» do Evangelho e «fazê-la acolher por todos» (EG 42).

Misericórdia e paciência

A paróquia missionária reconhece que não é possível «tornar os ensinamentos da Igreja uma realidade facilmente compreensível e felizmente apreciada por todos». Nesse sentido, sabe que a fé possui sempre uma «certa obscuridade», mas isso «não tira firmeza à sua adesão». Mais do que estar obcecada com a «clareza com que se possam compreender as razões e os argumentos», a paróquia missionária tem presente que «cada ensinamento da doutrina deve situar-se na atitude evangelizadora que desperte a adesão do coração com a proximidade, o amor e o testemunho» (EG 42). Por isso, assume a necessidade de tudo avaliar à luz deste princípio. Deste modo, tem claro que não pode ter medo de rever os «costumes» que «podem até ser belos, mas agora não prestam o mesmo serviço à transmissão do Evangelho, bem como as «normas ou preceitos eclesiais que podem ter sido muito eficazes noutras épocas, mas já não têm a mesma força educativa como canais de vida». A este propósito, o papa Francisco recorda a «atualidade tremenda» das palavras de São Tomás de Aquino: «os preceitos dados por Cristo e pelos Apóstolos ao povo de Deus ‘são pouquíssimos’. E, citando Santo Agostinho, observava que os preceitos adicionados posteriormente pela Igreja se devem exigir com moderação, ‘para não tornar pesada a vida aos fiéis’ nem transformar a nossa religião numa escravidão, quando ‘a misericórdia de Deus quis que fosse livre’» (EG 43). A atitude essencial, «sem diminuir o valor do ideal evangélico», consiste em «acompanhar, com misericórdia e paciência, as possíveis etapas de crescimento das pessoas, que se vão construindo dia após dia». Assim se evidencia de novo (cf. tema 30) a força evangelizadora da misericórdia: «Um pequeno passo, no meio de grandes limitações humanas, pode ser mais agradável a Deus do que a vida externamente correta de quem transcorre os seus dias sem enfrentar sérias dificuldades. A todos deve chegar a consolação e o estímulo do amor salvífico de Deus, que opera misteriosamente em cada pessoa, para além dos seus defeitos e das suas quedas» (EG 44). Na primeira homilia proferida na basílica de São João de Latrão (a Sé da diocese de Roma), Francisco referiu-se à misericórdia e paciência como características de Deus: «A misericórdia de Deus: como é bela esta realidade da fé para a nossa vida! […] Um grande teólogo alemão Romano Guardini dizia que Deus responde à nossa fraqueza com a sua paciência e isto é o motivo da nossa confiança, da nossa esperança» (bit.ly/7abril2013).

O que significa ter um «coração missionário»? A minha paróquia potencia a unidade na pluralidade ou a uniformidade monolítica? Que importância dou aos costumes e aos preceitos eclesiais? Reconheço a força evangelizadora da misericórdia?

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30.Anunciar
Fé anunciada, Paróquias missionárias,

A partir do coração do evangelho

no comment

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Anunciar a alegria da fé

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Qual é o coração do Evangelho? Sinto a misericórdia de Deus? Na prática diária, a minha paróquia irradia a beleza do amor de Deus? A misericórdia é o motor da vida paroquial? Como estou a viver o Ano Santo da Misericórdia?

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30. A partir do coração do Evangelho

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A «pastoral em chave missionária» (cf. tema 29) também se aplica à «maneira de comunicar a mensagem» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 34). Por conseguinte, a paróquia missionária acolhe com alegria o convite do papa Francisco a um regresso simples e sincero à mensagem de Jesus Cristo, à frescura original do Evangelho. Ela aprende a «exprimir mais diretamente o coração do Evangelho», ou seja, «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (EG 36). Esta «beleza do amor» revela-se de forma primordial na misericórdia, «a maior de todas as virtudes» (EG 37), como lhe chama São Tomás de Aquino. Neste sentido, «é importante tirar as consequências pastorais» (EG 38) relativas à prática da misericórdia, para não correr o risco de «mutilar a integridade da mensagem do Evangelho» (EG 39).

Anunciar o essencial

A paróquia missionária preocupa-se em valorizar o «núcleo essencial do Evangelho», pois é este «que lhe confere sentido, beleza e fascínio». Por isso, está atenta para não deixar que a mensagem seja reduzida «a alguns dos seus aspetos secundários». Aqui, «o problema maior ocorre quando a mensagem que anunciamos parece então identificada com tais aspetos secundários, que, apesar de serem relevantes, por si sozinhos não manifestam o coração da mensagem de Jesus Cristo» (EG 34). Todavia, o anúncio do essencial não consiste em «insistir» ou «impor» uma «imensidade de doutrinas». A paróquia missionária «concentra-se no essencial, no que é mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, mais necessário». Este «estilo missionário» simplifica a mensagem e em nada perde «profundidade e verdade», antes «se torna mais convincente e radiosa» (EG 35). Ora, «o Evangelho convida, antes de tudo, a responder a Deus que nos ama e salva, reconhecendo-O nos outros e saindo de nós mesmos para procurar o bem de todos. […] Se tal convite não refulge com vigor e fascínio, o edifício moral da Igreja corre o risco de se tornar um castelo de cartas, sendo este o nosso pior perigo; é que, então, não estaremos propriamente a anunciar o Evangelho, mas algumas acentuações doutrinais ou morais, que derivam de certas opções ideológicas. A mensagem correrá o risco de perder o seu frescor e já não ter ‘o perfume do Evangelho’» (EG 39).

Ano Santo da Misericórdia

A misericórdia ocupa um lugar especial na vida do papa Francisco. O seu lema episcopal é disso uma prova clara: «olhou-o com misericórdia e escolheu-o» (em latim, «miserando atque eligendo»). Esta frase é retirada de uma homilia de São Beda, o Venerável, para comentar o episódio evangélico do chamamento de Mateus. Na primeira alocução do «Angelus», a 17 de março de 2013, afirmou: «Irmãos e irmãs, o rosto de Deus é o de um pai misericordioso, que sempre tem paciência. Já pensastes na paciência de Deus, na paciência que Ele tem com cada um de nós? É a sua misericórdia. Sempre tem paciência, tanta paciência connosco: compreende-nos, está à nossa espera; não se cansa de nos perdoar, se soubermos voltar para Ele com o coração contrito. ‘Grande é a misericórdia do Senhor’, diz o Salmo.[…] A melhor sensação que podemos ter é sentir misericórdia: esta palavra muda tudo, muda o mundo. Um pouco de misericórdia torna o mundo menos frio e mais justo. Precisamos de compreender bem esta misericórdia de Deus, este Pai misericordioso que tem tanta paciência» (bit.ly/Angelus17032013). Depois, no dia em que completava dois anos de pontificado (13 de março de 2015) declarou: «Queridos irmãos e irmãs, pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos percorrer este caminho. Por isso decidi proclamar um Jubileu extraordinário que tenha no seu centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia. Queremos vivê-lo à luz da palavra do Senhor: «Sede misericordiosos como o Pai» (cf. Lucas 6, 36). […] Este Ano Santo terá início na próxima solenidade da Imaculada Conceição [8 de dezembro de 2015] e concluir-se-á a 20 de novembro de 2016, Domingo de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo e rosto vivo da misericórdia do Pai» (bit.ly/Francisco13032015). Na «Alegria do Evangelho», a palavra «misericórdia» aparece 30 vezes.

Qual é o coração do Evangelho? Sinto a misericórdia de Deus? Na prática diária, a minha paróquia irradia a beleza do amor de Deus? A misericórdia é o motor da vida paroquial? Como estou a viver o Ano Santo da Misericórdia?

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El ve El Hareketleri
Fé anunciada, Paróquias missionárias,

Pastoral em chave missionária

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Anunciar a alegria da fé

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O que é uma «pastoral em chave missionária»? Que amplitude de olhar tem a minha paróquia? Aberta ou fechada à dinâmica missionária? Em comunhão afetiva e efetiva com o Bispo e a Igreja?

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29. Pastoral em chave missionária

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A paróquia missionária assume-se como «Igreja em saída» (cf. tema 28). Por isso, coloca a si mesma a questão: Uma «Igreja em saída» com que «cara» se apresenta? Qual é o rosto da nossa Igreja? O papa Francisco é claro na resposta: sair para enamorar, sair para atrair, sair para dar vida, sair para partilhar alegria, sair para renovar a esperança, sair para impulsionar as utopias, sair para estabelecer pontes, sair para curar as feridas, sair para derramar misericórdia… Não se trata de uma «saída» para fazer proselitismo, para ameaçar com proibições e castigos. Dispensam-se os evangelizadores que se apresentam com «cara de funeral» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 10), evangelizadores de «Quaresma sem Páscoa» (EG 6). O que se pretende é uma «conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão» (EG 25).

Pastoral em conversão

A paróquia missionária assume a Exortação Apostólica («A Alegria do Evangelho») como documento programático (cf. tema 2) que lança as bases de uma «pastoral em conversão», uma pastoral em «estado permanente de missão» (EG 25). Sem ignorar as (habituais) resistências à mudança, quer manter a dinâmica do II Concílio do Vaticano, que «apresentou a conversão eclesial como a abertura a uma reforma permanente de si mesma por fidelidade a Jesus Cristo: ‘Toda a renovação da Igreja consiste essencialmente numa maior fidelidade à própria vocação. […] A Igreja peregrina é chamada por Cristo a esta reforma perene. Como instituição humana e terrena, a Igreja necessita perpetuamente desta reforma’». Deste modo, relembra a «força interpeladora» das palavras de Paulo VI: «um desejo de comparar a imagem ideal da Igreja […]com o rosto real que a Igreja apresenta hoje» (EG 26).

Renovação eclesial inadiável

A paróquia missionária reconhece a urgência da «renovação eclesial» (cf. tema 12). Por isso, promove a reforma das suas estruturas, consciente de que «há estruturas eclesiais que podem chegar a condicionar um dinamismo evangelizador». Ao mesmo tempo, cuida que as novas estruturas tenham «uma vida que as anima, sustenta e avalia. Sem vida nova e espírito evangélico autêntico, sem ‘fidelidade da Igreja à própria vocação’, toda e qualquer nova estrutura se corrompe em pouco tempo» (EG 26). A paróquia missionária associa-se ao sonho missionário do papa Francisco: «Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem» (EG 27). Neste caminho de «renovação eclesial», a paróquia missionária sabe que não pode viver à margem da diocese, «sujeito primário da evangelização», que «está, também ela, chamada à conversão missionária». A alegria de uma paróquia missionária é compreender-se como célula de uma diocese, «Igreja encarnada num espaço concreto», que quer «entrar decididamente num processo de discernimento, purificação e reforma». E caminha sempre na linha da «saída missionária» para chegar aos «lugares mais necessitados», às «periferias do seu território», aos «novos âmbitos socioculturais» (EG 30). A paróquia missionária insere-se na «comunhão dinâmica, aberta e missionária» fomentada pelo Bispo que assume a sua missão em todas as possibilidades: umas vezes, caminha à frente, «para indicar a estrada e sustentar a esperança do povo»; outras vezes, mantém-se «no meio de todos com a sua proximidade simples e misericordiosa; noutros momentos, caminha «atrás do povo, para ajudar aqueles que se atrasaram e sobretudo porque o próprio rebanho possui o olfato para encontrar novas estradas». A paróquia missionária tem o direito de ver este estilo presente no seu pastor, assim como o alento e «o amadurecimento dos organismos de participação […] e de outras formas de diálogo pastoral». O «objetivo destes processos participativos» é, sem dúvida, claro: «o sonho missionário de chegar a todos» (EG 31). O exemplo é assumido pelo próprio Papa que não se coloca se fora, bem pelo contrário: «Também o papado e as estruturas centrais da Igreja universal precisam de ouvir este apelo a uma conversão pastoral» (EG 32). A todos recorda que «a pastoral em chave missionária exige o abandono deste cómodo critério pastoral: ‘fez-se sempre assim’. Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respetivas comunidades» (EG 33).

O que é uma «pastoral em chave missionária»? Que amplitude de olhar tem a minha paróquia? Aberta ou fechada à dinâmica missionária? Em comunhão afetiva e efetiva com o Bispo e a Igreja?

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Group of business people embraced in a circle
Fé anunciada, Paróquias missionárias,

Uma Igreja em saída

no comment

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Anunciar a alegria da fé

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Francisco recorda com insistência, na Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], que a «saída» missionária é uma questão vital para a Igreja. Este tema procura mostrar que a dinâmica de «saída» é uma exigência que nasce da Palavra de Deus, uma exigência que se concretiza em cinco verbos missionários: «Primeirear», envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar.

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28. Uma Igreja em saída

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Francisco recorda com insistência, na Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], que a «saída» missionária é uma questão vital para a Igreja: «Fiel ao modelo do Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo» (EG 23). Este tema procura mostrar que a dinâmica de «saída» é uma exigência que nasce da Palavra de Deus, uma exigência que se concretiza em cinco verbos missionários: «Primeirear», envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar. O Papa refere também a «alegria missionária» já desenvolvida no início da EG (cf. temas 3, 4 e 5): «Esta alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está a frutificar. Mas contém sempre a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além» (EG 21).

Exigência da Palavra de Deus

A paróquia missionária sabe que a dinâmica da «saída» não é uma moda, mas uma exigência que brota da Palavra de Deus. Na verdade, «a Palavra possui, em si mesma, uma tal potencialidade, que não a podemos prever. O Evangelho fala da semente que, uma vez lançada à terra, cresce por si mesma, inclusive quando o agricultor dorme (cf. Marcos 4, 26-29)». Por isso, a paróquia missionária tem de «aceitar esta liberdade incontrolável da Palavra, que é eficaz a seu modo e sob formas tão variadas que muitas vezes nos escapam, superando as nossas previsões e quebrando os nossos esquemas» (EG 22). Assim, ninguém se pode negar a sair. E não servem as desculpas da intimidade com Jesus Cristo ou o compromisso comunitário. A verdadeira intimidade «é uma intimidade itinerante, e a comunhão ‘reveste essencialmente a forma de comunhão missionária’» (EG 23).

Cinco verbos missionários

A paróquia missionária identifica-se com os cinco verbos propostos pelo papa Francisco: «Primeirear», envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar. O primeiro verbo incita a tomar a iniciativa.  «A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (cf. 1João 4, 10), e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos. Vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e a sua força difusiva. […] Como consequência, a Igreja sabe ‘envolver-se’. Jesus lavou os pés aos seus discípulos. O Senhor envolve-Se e envolve os seus, pondo-Se de joelhos diante dos outros para os lavar; mas, logo a seguir, diz aos discípulos: ‘Sereis felizes se o puserdes em prática’ (João 13, 17). Com obras e gestos, a comunidade missionária entra na vida diária dos outros, encurta as distâncias, abaixa-se – se for necessário – até à humilhação e assume a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo. Os evangelizadores contraem assim o ‘cheiro das ovelhas’, e estas escutam a sua voz. Em seguida, a comunidade evangelizadora dispõe-se a ‘acompanhar’. Acompanha a humanidade em todos os seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece as longas esperas e a suportação apostólica. A evangelização patenteia muita paciência, e evita deter-se a considerar as limitações. Fiel ao dom do Senhor, sabe também ‘frutificar’. A comunidade evangelizadora mantém-se atenta aos frutos, porque o Senhor a quer fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio. O semeador, quando vê surgir o joio no meio do trigo, não tem reações lastimosas ou alarmistas. Encontra o modo para fazer com que a Palavra se encarne numa situação concreta e dê frutos de vida nova, apesar de serem aparentemente imperfeitos ou defeituosos. O discípulo sabe oferecer a vida inteira e jogá-la até ao martírio como testemunho de Jesus Cristo, mas o seu sonho não é estar cheio de inimigos, mas antes que a Palavra seja acolhida e manifeste a sua força libertadora e renovadora. Por fim, a comunidade evangelizadora jubilosa sabe sempre ‘festejar’: celebra e festeja cada pequena vitória, cada passo em frente na evangelização. No meio desta exigência diária de fazer avançar o bem, a evangelização jubilosa torna-se beleza na liturgia. A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia, que é também celebração da atividade evangelizadora e fonte dum renovado impulso para se dar» (EG 24).

Assumo a exigência que nasce da Palavra de Deus? A intimidade com Jesus Cristo é incompatível com a saída missionária? Conheço os cinco verbos missionários? Quais os verbos que precisam de ser mais e/ou melhor conjugados na minha paróquia?

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happy and diverse volunteer group
Fé anunciada, Paróquias missionárias,

Centro de constante envio missionário

no comment

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Anunciar a alegria da fé

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A paróquia como «centro de constante envio missionário» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28) é a afirmação que encerra o conjunto de atributos elencados pelo papa Francisco para renovar a paróquia em chave de conversão missionária.

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27. Centro de constante envio missionário

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A paróquia como «centro de constante envio missionário» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28) é a afirmação que encerra o conjunto de atributos elencados pelo papa Francisco para renovar a paróquia em chave de conversão missionária. Em várias reflexões deste itinerário já demos a conhecer alguns dos aspetos mais importantes relacionados com esta temática do envio missionário, nomeadamente no que se refere à formação do discípulo missionário (cf. temas 1 e 11). Neste e nos próximos dois temas (28 e 29) vamos recordar os conteúdos que caracterizam uma Igreja missionária, ou, na bela expressão do papa Francisco, uma Igreja «em saída». Neste contexto, a paróquia, porque é a presença visível da Igreja mais próxima de cada pessoa (cf. tema 13) precisa de se converter também numa paróquia missionária, numa paróquia «em saída».

Mandato missionário

A missão (o envio missionário) de levar o Evangelho a todas as pessoas e lugares não é uma invenção da Igreja, mas uma resposta positiva ao mandato de Jesus Cristo (cf. tema 1): «A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: ‘Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado’ (Mateus 28, 19-20). Nestes versículos, aparece o momento em que o Ressuscitado envia os seus a pregar o Evangelho em todos os tempos e lugares, para que a fé n’Ele se estenda a todos os cantos da terra» (EG 19). Assim, a paróquia para ser fiel à sua identidade precisa de assumir com alegria (cf. temas 3, 4 e 5) e total disponibilidade o mandato missionário confiado pelo Ressuscitado aos seus discípulos. Por isso a paróquia não pode não ser missionária (cf. tema 12)!

Paróquia missionária «em saída»

A paróquia missionária assume com decisão a «transformação missionária» de toda a sua atividade pastoral. Aqui se encontra a chave da importante mudança que é chamada a promover: um dinamismo de «saída». Aos seus membros recorda que, apesar de existirem e serem válidos diferentes caminhos, variadas metodologias, distintas espiritualidades, multiformes vivências, «hoje todos somos chamados a esta nova ‘saída’ missionária». Por isso, «cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho». A paróquia missionária não ignora as dificuldades provocadas pela concretização do envio missionário, pois é mais cómodo ficar com os que já conhecemos, com os que estão «dentro» ou, então, simplesmente ficar à espera que os que estão «fora» venham ter connosco, solicitem a nossa ajuda. Esta forma de pensar e de agir reforça a ideia de que até parece mais necessário e comprometedor dedicar-se ao «centro» e não às «periferias»! Contudo, sem hesitações, o papa Francisco alerta para a importância de assumir em pleno o significado do mandado missionário: «naquele ‘ide’ de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja» (EG 20).

A «saída» no Antigo Testamento

O papa Francisco, sem ser exaustivo, apresenta apenas alguns exemplos retirados do Antigo Testamento em que «aparece constantemente este dinamismo de ‘saída’, que Deus quer provocar nos crentes» (EG 20). O que acontece com Abraão, Moisés e Jeremias são três entre várias outras situações. «Abraão aceitou a chamada para partir rumo a uma nova terra»: «O Senhor disse a Abrão: ‘Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti um grande povo, abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome e serás uma fonte de bênçãos. Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem. E todas as famílias da Terra serão em ti abençoadas’. Abrão partiu, como o Senhor lhe dissera» (Génesis 12, 1-4). «Moisés ouviu a chamada de Deus: ‘Vai; Eu te envio’, e fez sair o povo para a terra prometida»: «Eu te envio ao faraó, e faz sair do Egito o meu povo, os filhos de Israel» (Êxodo 3, 10). E a Jeremias Deus disse: «Não digas: ‘Sou um jovem’. Pois irás aonde Eu te enviar e dirás tudo o que Eu te mandar. Não terás medo diante deles, pois Eu estou contigo» (Jeremias 1, 7-8).

A comodidade, o envio missionário, as periferias, a saída: como soa tudo isto na minha vida e na minha paróquia? Quais são as minhas principais resistências para assumir em pleno o mandato missionário?

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Frisches Trinkwasser
Fé anunciada, Paróquias missionárias,

Santuário onde os sedentos vão beber

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Anunciar a alegria da fé

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A Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual (EG) caracteriza a paróquia como «santuário onde os sedentos vão beber para continuarem a caminhar» (EG 28). Neste tema aprofundamos a «convicção de que Deus pode atuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos» (EG 279).

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26. Santuário onde os sedentos vão beber

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A Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual (EG) caracteriza a paróquia como «santuário onde os sedentos vão beber para continuarem a caminhar» (EG 28). Neste contexto, o melhor que tem para oferecer é «o Evangelho, que é a mensagem mais bela que há neste mundo» (EG 277). Neste tema aprofundamos a «convicção de que Deus pode atuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos». Esta atitude «consiste em saber, com certeza, que a pessoa que se oferece e entrega a Deus por amor, seguramente será fecunda» (EG 279).

A desertificação espiritual

A paróquia missionária têm consciência da «desertificação espiritual» que caracteriza uma parte significativa da sociedade. E não só a sociedade em geral, mas também a «família ou o lugar de trabalho podem ser também o tal ambiente árido, onde há que conservar a fé e procurar irradiá-la». Sobre o «deserto espiritual» já tinha falado Bento XVI, aquando da abertura do Ano da Fé. E apresentou-o como um desafio. Por isso, a paróquia missionária também o assume como um desafio: «é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós, homens e mulheres. No deserto, é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente. E, no deserto, existe sobretudo a necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança». Perante esta realidade, a paróquia missionária convoca os seus membros a serem «pessoas-cântaro para dar de beber aos outros» (EG 86).

A ação de Cristo Ressuscitado e do Espírito Santo

A paróquia missionária convida a descobrir que «Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança» (EG 275). Por isso, face às situações adversas ou menos favoráveis (como a «desertificação espiritual»), acredita e anuncia que a ressurreição de Jesus Cristo possui «uma força sem igual», «contém uma força de vida que penetrou o mundo» (EG 276). A fé significa acreditar que «a ressurreição de Cristo produz por toda a parte rebentos deste mundo novo; e, ainda que os cortem, voltam a despontar» (EG 278). E também «onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição» (EG 276). É alimentados por esta «esperança viva»  (EG 278) que os membros da paróquia missionária se tornam «pessoas-cântaro» (EG 86) sempre cheias das águas da salvação. A paróquia missionária é «fonte de água viva» que sacia os «sedentos» quando mantém «uma decidida confiança no Espírito Santo». Na verdade, «não há maior liberdade do que a de se deixar conduzir pelo Espírito, renunciando a calcular e controlar tudo e permitindo que Ele nos ilumine, guie, dirija e impulsione para onde Ele quiser. O Espírito Santo bem sabe o que faz falta em cada época e em cada momento. A isto chama-se ser misteriosamente fecundos!». O Papa relembra que «esta confiança generosa tem de ser alimentada e, para isso, precisamos de O invocar constantemente» (EG 280).

A força missionária da oração de intercessão

A paróquia missionária está convencida de que «há uma forma de oração que nos incentiva particularmente a gastarmo-nos na evangelização e nos motiva a procurar o bem dos outros: é a intercessão» (EG 281). Esta forma de oração ajuda cada um dos membros da paróquia missionária a não ter «um olhar incrédulo, negativo e sem esperança, mas uma visão espiritual, de fé profunda, que reconhece aquilo que o próprio Deus faz» nos outros. E «esta atitude transforma-se também num agradecimento a Deus pelos outros […], é a gratidão que brota de um coração verdadeiramente solícito pelos outros». Assim moldado pela força missionária da oração de intercessão, os membros da paróquia missionária assumem-se disponíveis para «fazer o bem e partilhar a vida com os outros» (EG 282). Ao destacar esta forma de oração, o Papa afirma que «a intercessão é como a ‘levedação’ no seio da Santíssima Trindade. É penetrarmos no Pai e descobrirmos novas dimensões que iluminam as situações concretas e as mudam» (EG 283).

Nos «desertos» atuais, quero ser uma «pessoa-cântaro»? Reconheço as sementes de ressurreição? Qual é o meu estilo missionário: cansado ou aberto à esperança? Acredito na fecundidade do Espírito Santo? Como retirar a oração de intercessão da rotina de seguir sempre a mesma simples lista de intenções («oração dos fiéis»)?

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Human Hand.
Fé anunciada, Paróquias missionárias,

Comunidade de comunidades

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Anunciar a alegria da fé

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A paróquia missionária é «comunidade de comunidades» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28). Esta afirmação remete para a importância da unidade e da comunhão entre a múltipla diversidade que constitui uma comunidade paroquial.

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25. Comunidade de comunidades

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A paróquia missionária é «comunidade de comunidades» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28). Esta afirmação remete para a importância da unidade e da comunhão entre a múltipla diversidade que constitui uma comunidade paroquial. A consciência da unidade na diversidade dos carismas, uma graça recebida pela ação do Espírito Santo, é o objeto central desta reflexão. Apoiada no testemunho das primeiras comunidades cristãs, a paróquia missionária está sempre aberta, pois «todos podem participar de alguma forma na vida eclesial, todos podem fazer parte da comunidade» (EG 47).

Unidade na diversidade

A paróquia missionária reconhece que «as diferenças entre as pessoas por vezes são incómodas»; ao mesmo tempo, partilha com todos os seus membros a confiança de que «o Espírito Santo, que suscita esta diversidade, de tudo pode tirar algo de bom e transformá-lo em dinamismo evangelizador que atua por atração». Desta forma, recorda a todos que «a diversidade deve ser sempre conciliada com a ajuda do Espírito Santo; só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade». Ora, a experiência vivida em muitas comunidades eclesiais demonstra (infelizmente) que «quando somos nós que pretendemos a diversidade e nos fechamos em nossos particularismos, em nossos exclusivismos, provocamos a divisão». Por outro lado, e porque reconhece a sua missão de ser «comunidade de comunidades», a paróquia missionária também tem sempre presente a recomendação do papa Francisco: «quando somos nós que queremos construir a unidade com os nossos planos humanos, acabamos por impor a uniformidade, a homologação. Isto não ajuda a missão da Igreja» (EG 131).

Comunhão de carismas

A paróquia missionária estima e acolhe os «diferentes carismas» com que «o Espírito Santo enriquece toda a Igreja evangelizadora». E com simplicidade evangélica recorda aos seus membros que os carismas «são dons para renovar e edificar a Igreja». Neste sentido, contribui para que todos se consciencializem de que os carismas não são «um património fechado, entregue a um grupo para que o guarde». Pelo contrário, «são presentes do Espírito integrados no corpo eclesial, atraídos para o centro que é Cristo, donde são canalizados num impulso evangelizador». Por isso, o Papa destaca que «um sinal claro da autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmoniosamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos». Assim, a paróquia missionária tem a responsabilidade de evitar as rivalidades entre os diversos carismas, já que «uma verdadeira novidade suscitada pelo Espírito não precisa de fazer sombra sobre outras espiritualidades e dons para se afirmar a si mesma. Quanto mais um carisma dirigir o seu olhar para o coração do Evangelho, tanto mais eclesial será o seu exercício». Desta forma, surge o necessário e exigente caminho de comunhão entre todos: «É na comunhão, mesmo que seja fadigosa, que um carisma se revela autêntica e misteriosamente fecundo. Se vive este desafio, a Igreja pode ser um modelo para a paz no mundo» (EG 130).

A paróquia e as outras instituições evangelizadoras

A paróquia missionária não atua como se fosse a «única instituição evangelizadora» (EG 28). Ela reconhece a existência de «outras instituições eclesiais, comunidades de base e pequenas comunidades, movimentos e outras formas de associação» que «são uma riqueza da Igreja que o Espírito suscita para evangelizar todos os ambientes e setores». A paróquia missionária reconhece que, muitas vezes, essas instituições «trazem um novo ardor evangelizador e uma capacidade de diálogo com o mundo que renovam a Igreja». Em todo o caso, porque nascem como resposta a ambientes concretos, o papa Francisco recomenda que essas instituições evangelizadoras «se integrem de bom grado na pastoral orgânica da Igreja particular» (diocese) e «não percam o contacto» com a «realidade muito rica da paróquia local». Assim, «esta integração evitará que fiquem só com uma parte do Evangelho e da Igreja, ou que se transformem em nómadas sem raízes» (EG 29).

Que conhecimento tenho dos movimentos e das outras instituições eclesiais presentes na minha paróquia e diocese? Quais são os seus carismas? Estão em sintonia com as propostas paroquiais e diocesanas? Vivem inseridos na realidade paroquial? Que consciência têm da missão? Como podem ser movimentos missionários capazes de chegar a todas as «periferias»?

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Uomo elegante parla alla folla fan
Fé anunciada, Paróquias missionárias,

Agentes de evangelização

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Anunciar a alegria da fé

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«Através de todas as suas atividades, a paróquia incentiva e forma os seus membros para serem agentes da evangelização» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28). A principal tarefa é «encontrar o modo de comunicar Jesus que corresponda à situação em que vivemos» (EG 121). Neste tema, propomos o resumo de conteúdos apresentados no primeiro ponto do quinto capítulo da EG («evangelizadores com Espírito»).

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24. Agentes de evangelização

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«Através de todas as suas atividades, a paróquia incentiva e forma os seus membros para serem agentes da evangelização» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28). A principal tarefa é «encontrar o modo de comunicar Jesus que corresponda à situação em que vivemos». Neste sentido, a paróquia missionária proporciona aos seus membros «uma melhor formação, um aprofundamento do nosso amor e um testemunho mais claro do Evangelho». Ora, tendo em conta que «todos somos chamados a crescer como evangelizadores», «a nossa imperfeição não deve ser desculpa; pelo contrário, a missão é um estímulo constante para não nos acomodarmos na mediocridade, mas continuarmos a crescer» (EG 121). Neste tema, propomos o resumo de conteúdos apresentados no primeiro ponto do quinto capítulo da EG («evangelizadores com Espírito»).

Evangelizadores com espírito

Consciente do perigo de viver a evangelização como «um conjunto de tarefas vividas como uma obrigação pesada, que quase não se tolera ou se suporta como algo que contradiz as nossas próprias inclinações e desejos» (EG 261), a paróquia missionária recorda aos seus membros que têm de ser «evangelizadores que se abrem sem medo à ação do Espírito Santo». Na verdade, é o Espírito Santo quem «infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (‘parresia’), em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo contracorrente» (EG 259). Pretende-se uma dinâmica «evangelizadora mais ardorosa, alegre, generosa, ousada, cheia de amor até ao fim e feita de vida contagiante!» (EG 261). Assim, é necessário que estejam «bem apoiados na oração», porque sem a oração «toda a ação corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim de contas, carece de alma» (EG 259).

O encontro pessoal com o amor de Jesus

A paróquia missionária assume que a evangelização e a oração têm de estar sempre unidas: «sem momentos prolongados de adoração, de encontro orante com a Palavra, de diálogo sincero com o Senhor, as tarefas facilmente se esvaziam de significado, quebrantamo-nos com o cansaço e as dificuldades, e o ardor apaga-se» (EG 262). É na oração que o evangelizador encontra a motivação: «o amor que recebemos de Jesus, aquela experiência de sermos salvos por Ele que nos impele a amá-Lo cada vez mais» (EG 264). Acontece que «às vezes perdemos o entusiasmo pela missão, porque esquecemos que o Evangelho dá resposta às necessidades mais profundas das pessoas […]. O entusiasmo na evangelização funda-se nesta convicção. Temos à disposição um tesouro de vida e de amor que não pode enganar» (EG 265). Ao mesmo tempo, é uma convicção «sustentada com a experiência pessoal, constantemente renovada», uma vez que «não se pode perseverar numa evangelização cheia de ardor, se não se está convencido, por experiência própria, que não é a mesma coisa ter conhecido Jesus ou não O conhecer […]. Sabemos bem que a vida com Jesus se torna muito mais plena e, com Ele, é mais fácil encontrar o sentido para cada coisa. É por isso que evangelizamos» (EG 266). Desta forma, «unidos a Jesus, procuramos o que Ele procura, amamos o que Ele ama» (EG 267).

O prazer espiritual de ser povo

A paróquia missionária sabe que «para ser evangelizadores com espírito é preciso também desenvolver o prazer espiritual de estar próximo da vida das pessoas […]. A missão é uma paixão por Jesus, e simultaneamente uma paixão pelo seu povo» (EG 268). O exemplo vem de Jesus Cristo: «o próprio Jesus é o modelo desta opção evangelizadora que nos introduz no coração do povo» (EG 269). A maneira de ser e agir de Jesus Cristo mostra que precisamos de tocar «a miséria humana», precisamos de tocar «a carne sofredora dos outros» (EG 270). Não se trata de «uma opção pastoral entre várias possíveis» (EG 271). «É algo que não posso arrancar do meu ser, se não me quero destruir» (EG 273). «Por isso, se consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor, isso já justifica o dom da minha vida» (EG 274). Aliás, «cada vez que nos encontramos com um ser humano no amor, ficamos capazes de descobrir algo de novo sobre Deus. […] Em consequência disto, se queremos crescer na vida espiritual, não podemos renunciar a ser missionários. A tarefa da evangelização enriquece a mente e o coração, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensíveis para reconhecer a ação do Espírito, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados» (EG 272).

Sou «evangelizador com Espírito»? Que importância dou à oração? Sinto «o prazer espiritual de ser povo»?

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Priester mit wertvoller Monstranz
Fé anunciada, Paróquias missionárias,

Adoração e celebração

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Anunciar a alegria da fé

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O papa Francisco assume, no número 260, que a EG não trata os temas da «adoração eucarística ou da celebração da fé». E remete para «outros textos do Magistério e escritos célebres de grandes autores», considerando-os «preciosos», pelo que não pretende «substituir nem superar tanta riqueza». Por conseguinte, e porque nos propusemos seguir os conteúdos da EG, enriquecidos em alguns casos com o Documento de Aparecida (DAp), vamos abordar a «força evangelizadora da piedade popular».

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23. Adoração e celebração

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A paróquia missionária é «âmbito para […] a adoração e a celebração» (Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual [EG], 28). O papa Francisco assume, no número 260, que a EG não trata os temas da «adoração eucarística ou da celebração da fé». E remete para «outros textos do Magistério e escritos célebres de grandes autores», considerando-os «preciosos», pelo que não pretende «substituir nem superar tanta riqueza». Por conseguinte, e porque nos propusemos seguir os conteúdos da EG, enriquecidos em alguns casos com o Documento de Aparecida (DAp), vamos abordar a «força evangelizadora da piedade popular». Esta insere-se no processo de «inculturação» do Evangelho: «Cada porção do povo de Deus, ao traduzir na vida o dom de Deus segundo a sua índole própria, dá testemunho da fé recebida e enriquece-a com novas expressões que falam por si» (EG 122).

Piedade popular

A paróquia missionária assume que os povos, «nos quais foi inculturado o Evangelho, são sujeitos coletivos ativos, agentes da evangelização». Neste sincero apreço pela cultura do povo entronca «a piedade popular, verdadeira expressão da atividade missionária espontânea do povo de Deus. Trata-se de uma realidade em permanente desenvolvimento, cujo protagonista é o Espírito Santo» (EG 122). Segundo os Bispos da América Latina e do Caribe, a piedade popular engloba «as festas patronais, as novenas, os rosários e via-sacras, as procissões, as danças e os cânticos do folclore religioso, o carinho aos santos e aos anjos, as promessas, as orações em família. Destacamos as peregrinações onde é possível reconhecer o Povo de Deus a caminho. Aí o cristão celebra a alegria de se sentir imerso em meio a tantos irmãos, caminhando juntos para Deus que os espera» (DAp 259).

Piedade popular: revalorização

O papa Francisco recorda que a piedade popular foi «vista por vezes com desconfiança». Mas o II Concílio do Vaticano proporcionou a sua «revalorização», nomeadamente com o «impulso decisivo» de Paulo VI, na Exortação Apostólica («Evangelii Nuntiandi») sobre a evangelização no mundo contemporâneo. «Nela explica que a piedade popular ‘traduz em si uma certa sede de Deus, que somente os pobres e os simples podem experimentar’ e ‘torna as pessoas capazes para terem rasgos de generosidade e predispõe-nas para o sacrifício até ao heroísmo, quando se trata de manifestar a fé’. Já mais perto dos nossos dias, Bento XVI, na América Latina, assinalou que se trata de um ‘precioso tesouro da Igreja Católica’ e que nela ‘aparece a alma dos povos’» (EG 123). Recuperando os conteúdos do Documento de Aparecida, o Papa recorda que a piedade popular «não é vazia de conteúdos, mas descobre-os e exprime-os mais pela via simbólica do que pelo uso da razão instrumental […]. É ‘uma maneira legítima de viver a fé, um modo de se sentir parte da Igreja e uma forma de ser missionários’; comporta a graça da missionariedade, do sair de si e do peregrinar […]. Não coarctemos nem pretendamos controlar esta força missionária!». Por isso, pode ser designada como «espiritualidade popular» ou «mística popular». «Trata-se de uma verdadeira ‘espiritualidade encarnada na cultura dos simples’» (EG 124).

Piedade popular: força evangelizadora

A paróquia missionária acolhe a piedade popular «com o olhar do Bom Pastor, que não procura julgar mas amar». Compreende que só a partir do «amor é que podemos apreciar a vida teologal presente na piedade dos povos cristãos, especialmente nos pobres». E as simples expressões de um povo não podem ser vistas «unicamente como uma busca natural da divindade; são a manifestação duma vida teologal animada pela ação do Espírito Santo, que foi derramado em nossos corações (cf. Romanos 5, 5)» (EG 125). A este propósito, convém recordar que «há certo cristianismo feito de devoções – próprio duma vivência individual e sentimental da fé – que, na realidade, não corresponde a uma autêntica ‘piedade popular’» (EG 70). O Papa conclui que «na piedade popular, por ser fruto do Evangelho inculturado, subjaz uma força ativamente evangelizadora que não podemos subestimar: seria ignorar a obra do Espírito Santo. Ao contrário, somos chamados a encorajá-la e fortalecê-la para aprofundar o processo de inculturação, que é uma realidade nunca acabada. As expressões da piedade popular têm muito que nos ensinar e, para quem as sabe ler, são um lugar teológico a que devemos prestar atenção particularmente na hora de pensar a nova evangelização» (EG 126).

O que é a piedade popular? Como é assumida e acompanhada na minha paróquia? É valorizada ou ignorada?

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