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Discípulos missionários

11.Anunciar_FACEPOST_2016
Discípulos missionários, , Fé anunciada,

Missão

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A missão é o quinto «aspeto fundamental» no processo de formação do discípulo missionário. Aqui, dedicamos apenas a nossa atenção ao aprofundamento dos dois momentos referidos pelos bispos da América Latina e do Caribe, no Documento de Aparecida, no número (278): compartilhar a alegria e construir o Reino de Deus.

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11. Missão

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A missão é o quinto «aspeto fundamental» elencado no Documento de Aparecida (DAp) no processo de formação do discípulo missionário. Esta temática desenvolve-se em múltiplos e diversificados pontos que são abordados ao longo das 42 reflexões que compõem esta iniciativa (cf. tema 1). Aqui, dedicamos apenas a nossa atenção ao aprofundamento dos dois momentos referidos pelos bispos da América Latina e do Caribe, no Documento de Aparecida, no número (278) em que apresentam os cinco «aspetos fundamentais» na formação do discípulo missionário: compartilhar a alegria e construir o Reino de Deus. «A missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou um ornamento que posso pôr de lado; não é um apêndice ou um momento entre tantos outros da minha vida. É algo que não posso arrancar do meu ser, se não me quero destruir» (EG 273).

Missão

No Documento de Aparecida, os bispos da América Latina e do Caribe explicitam assim este último «aspeto fundamental» na formação do discípulo missionário: «O discípulo, à medida que conhece e ama o seu Senhor, experimenta a necessidade de compartilhar com outros a sua alegria de ser enviado, de ir ao mundo para anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e tornar realidade o amor e o serviço na pessoa dos mais necessitados, em uma palavra, a construir o Reino de Deus. A missão é inseparável do discipulado, o qual não deve ser entendido como etapa posterior à formação, ainda que esta seja realizada de diversas maneiras de acordo com a própria vocação e com o momento da maturidade humana e cristã em que se encontre a pessoa» (DAp 278). Há de ficar ainda mais claro em todos, mormente nos batizados, que ser cristão é assumir-se como discípulo missionário (cf. tema 6)!

Compartilhar a alegria

O conhecimento e o amor a Jesus Cristo são a «fonte da ação evangelizadora» (EG 8), são a fonte da missão. Ora, «quando cresce no cristão a consciência de pertencer a Cristo, em razão da gratuidade e alegria que produz, cresce também o ímpeto de comunicar a todos o dom desse encontro. A missão não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da Igreja a todos os confins do mundo» (DAp 145). A este propósito, percebe-se uma tónica constante que se repete, quer no Documento de Aparecida, quer na Carta Encíclica do papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual: a alegria de evangelizar (cf. temas 3 a 5). Esta alegria é consequência do conhecimento e amor a Jesus Cristo e ponto de partida para a missão.

Construir o Reino de Deus

«Tornar realidade o amor e o serviço na pessoa dos mais necessitados» é, segundo o Documento de Aparecida, o segundo tópico que caracteriza a «missão». Este resume-se na expressão «construir o Reino de Deus». Assim, o conhecimento e o amor a Jesus Cristo produzem alegria e dinamismo missionário. «A missão é uma paixão por Jesus, e simultaneamente uma paixão pelo seu povo» (EG 268). Trata-se da «tarefa essencial da evangelização, que inclui a opção preferencial pelos pobres, a promoção humana integral e a autêntica libertação cristã» (DAp 146). Sim, «um autêntico caminho cristão preenche de alegria e esperança o coração e leva o cristão a anunciar Cristo de maneira constante na própria vida e ambiente. Projeta para a missão de formar discípulos missionários para o serviço ao mundo. Habilita a propor projetos e estilos de vida cristã atraentes, com intervenções orgânicas e de colaboração fraterna com todos os membros da comunidade. Contribui para integrar evangelização e pedagogia, comunicando vida e oferecendo itinerários pastorais de acordo com a maturidade cristã, a idade e outras condições próprias das pessoas ou dos grupos. Incentiva a responsabilidade dos leigos no mundo para construir o Reino de Deus. Desperta constante inquietude pelos distanciados e pelos que ignoram o Senhor em suas vidas» (DAp 280). Há uma necessidade urgente de compreender bem as implicações práticas e concretas na vida do discípulo missionário. «Evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo» (EG 176). Não se pode portanto ignorar a «dimensão social da evangelização, precisamente porque, se esta dimensão não for devidamente explicitada, corre-se sempre o risco de desfigurar o sentido autêntico e integral da missão evangelizadora» (EG 176).

O que é a missão? Aprofundo o conhecimento e o amor a Jesus Cristo? Compartilho a alegria? Como estou a construir o Reino de Deus?

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10.Anunciar_FACEPOST_2016
Discípulos missionários, Fé anunciada,

Comunhão

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Anunciar a alegria da fé

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Não pode existir vida cristã fora da comunidade: nas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas comunidades de base, nas outras pequenas comunidades e movimentos. Como os primeiros cristãos, que se reuniam em comunidade, o discípulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária. É também acompanhado e estimulado pela comunidade e por seus pastores para amadurecer na vida do Espírito.

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10. Comunhão

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«Aos cristãos de todas as comunidades do mundo, quero pedir-lhes de modo especial um testemunho de comunhão fraterna, que se torne fascinante e resplandecente» (EG 99). Este pedido do Papa refere o quarto «aspeto fundamental» na formação do discípulo missionário: a comunhão. Na Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual escreve: «Que todos possam admirar como vos preocupais uns pelos outros, como mutuamente vos encorajais, animais e ajudais: ‘Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros’ (João 13, 35). Foi o que Jesus, com uma intensa oração, pediu ao Pai: ‘Que todos sejam um só (…) em nós [para que] o mundo creia’ (João 17, 21). Cuidado com a tentação da inveja! Estamos no mesmo barco e vamos para o mesmo porto! Peçamos a graça de nos alegrarmos com os frutos alheios, que são de todos» (EG 99).

Comunhão

Os bispos da América Latina e do Caribe, no Documento de Aparecida (DAp), explicitam assim este aspeto essencial na formação do discípulo missionário: «Não pode existir vida cristã fora da comunidade: nas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas comunidades de base, nas outras pequenas comunidades e movimentos. Como os primeiros cristãos, que se reuniam em comunidade, o discípulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária. É também acompanhado e estimulado pela comunidade e por seus pastores para amadurecer na vida do Espírito» (DAp 278). Este aspeto é aprofundado no capítulo quinto do Documento de Aparecida («A comunhão dos discípulos missionários na Igreja»), que aborda os tópicos: vida de comunhão; lugares eclesiais de comunhão; vocações específicas; religiões e diálogo ecuménico.

Viver em comunidade

A vida cristã não pode ser apenas uma questão pessoal. Um elemento a destacar da explicitação dada pelo Documento de Aparecida sobre a comunhão é a afirmação de que «não pode existir vida cristã fora da comunidade». Isto leva o Papa a proclamar: «Não deixemos que nos roubem a comunidade!» (EG 92). Ora, o início da vida cristã acontece na comunidade dos doze Apóstolos querida por Jesus Cristo. «Jesus, no início de seu ministério, escolhe os doze para viver em comunhão com Ele (cf. Marcos 3, 14). Para favorecer a comunhão e avaliar a missão, Jesus lhes pede: ‘Venham só vocês a um lugar desabitado, para descansar um pouco’ (Marcos 6, 31-32). Em outras oportunidades, Jesus se encontrará com eles para lhes explicar o mistério do Reino (cf. Marcos 4, 11.33-34). Jesus age da mesma forma com o grupo dos setenta e dois discípulos (cf. Lucas 10, 17-20). Ao que parece, o encontro a sós indica que Jesus quer falar-lhes ao coração (cf. Oseias 2, 14). Também hoje o encontro dos discípulos com Jesus na intimidade é indispensável para alimentar a vida comunitária e a atividade missionária» (DAp 154). Esta importância do encontro pessoal com Jesus Cristo reforça o que já foi enunciado em reflexões anteriores (nomeadamente no tema 7) e confirma que os cinco «aspetos fundamentais» na formação do discípulo missionário «se complementam intimamente e se alimentam entre si» (DAp 278).

Amadurecer na vida do Espírito

Importante para o processo de formação do discípulo missionário, no contexto da comunhão, é a necessidade de «amadurecer na vida do Espírito». «O Espírito Santo constrói a comunhão e a harmonia do povo de Deus» (EG 117). Aliás, é pela ação do Espírito Santo que começa a vida cristã. «Desde o princípio, os discípulos haviam sido formados por Jesus no Espírito Santo (cf. Atos 1, 2); é, na Igreja, o Mestre interior que conduz ao conhecimento da verdade total, formando discípulos e missionários. Essa é a razão pela qual os seguidores de Jesus devem deixar-se guiar constantemente pelo Espírito (cf. Gálatas 5, 25), e tornar a paixão pelo Pai e pelo Reino sua própria paixão: anunciar a Boa Nova aos pobres, curar os enfermos, consolar os tristes, libertar os cativos e anunciar a todos o ano da graça do Senhor (cf. Lucas 4, 18-19)» (DAp 152). Esta ação do Espírito Santo na vida do discípulo missionário é ainda iluminada e vivificada através dos sacramentos. E «pela presença eficaz de seu Espírito, Deus assegura até à parusia a sua proposta de vida para homens e mulheres de todos os tempos e lugares, impulsionando a transformação da história e seus dinamismos» (DAp 151).

O que entendo por comunhão? Que valor dou à comunidade? Concordo com a afirmação de que é possível ser-se cristão «por conta própria»? Deixo-me guiar pelo Espírito Santo?

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9.Anunciar_FACEPOST_2016
Discípulos missionários, Fé anunciada,

Discipulado

no comment

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Anunciar a alegria da fé

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A pessoa amadurece constantemente no conhecimento, amor e seguimento de Jesus Mestre, se aprofunda no mistério de sua pessoa, de seu exemplo e de sua doutrina. Para esse passo são de fundamental importância a catequese permanente e a vida sacramental.

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9. Discipulado

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O terceiro «aspeto fundamental» na formação do discípulo missionário é o discipulado. Como lembramos (cf. tema 6), também neste tópico a Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual (EG) alimenta-se das ideias expressas no Documento de Aparecida (DAp).

Discipulado

Eis as palavras usadas pelos bispos da América Latina e do Caribe para explicitar este aspeto essencial na formação do discípulo missionário: «A pessoa amadurece constantemente no conhecimento, amor e seguimento de Jesus Mestre, se aprofunda no mistério de sua pessoa, de seu exemplo e de sua doutrina. Para esse passo são de fundamental importância a catequese permanente e a vida sacramental, que fortalecem a conversão inicial e permitem que os discípulos missionários possam perseverar na vida cristã e na missão no meio do mundo que os desafia» (DAp 278).

Amadurecimento

A base do discipulado assenta num processo de amadurecimento que acompanha toda a vida. Não é uma etapa da vida tendo em vista a passagem a uma outra etapa. Trata-se de um estado permanente marcado pelo «conhecimento, amor e seguimento de Jesus Mestre», que «se aprofunda» na sua pessoa, no seu exemplo e doutrina. Por isso, aqueles e aquelas que aceitam ser discípulos de Jesus Cristo entram numa escola permanente: são sempre aprendizes. «O próprio Senhor, na sua vida mortal, deu a entender várias vezes aos seus discípulos que havia coisas que ainda não podiam compreender e era necessário esperar o Espírito Santo (cf. João 16, 12-13)» (EG 225). Uma aprendizagem que conta sempre com a presença e a cooperação do Mestre. O discípulo «sabe que Jesus caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele» (EG 266).

Catequese

Na formação do discípulo missionário, em que o amadurecimento é um processo ao longo da vida, a «catequese permanente» ocupa um lugar fundamental. Como nos temas anteriores, «também na catequese tem um papel fundamental o primeiro anúncio ou ‘querigma’, que deve ocupar o centro da atividade evangelizadora e de toda a tentativa de renovação eclesial» (EG 164). «Nada há de mais sólido, mais profundo, mais seguro, mais consistente e mais sábio que esse anúncio» (EG 165). Que anúncio é esse? «‘Jesus Cristo ama-te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar’. Ao designar-se como ‘primeiro’ este anúncio, não significa que o mesmo se situa no início e que, em seguida, se esquece ou substitui por outros conteúdos que o superam; é o primeiro em sentido qualitativo, porque é o anúncio principal, aquele que sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese, em todas as suas etapas e momentos» (EG 164). Outro aspeto importante na «catequese permanente» tendo em vista a formação do discípulo missionário consiste na «iniciação mistagógica». Esta «significa essencialmente duas coisas: a necessária progressividade da experiência formativa na qual intervém toda a comunidade e uma renovada valorização dos sinais litúrgicos da iniciação cristã» (EG 166).

Vida Sacramental

O Documento de Aparecida faz ainda referência à «vida sacramental» em articulação com a «catequese permanente». A Eucaristia constitui «a plenitude da vida sacramental» (EG 47). Infelizmente, «são muitos os cristãos que não participam na Eucaristia dominical nem recebem com regularidade os sacramentos, nem se inserem ativamente na comunidade eclesial. […] Este fenómeno nos desafia profundamente a imaginar e organizar novas formas de nos aproximar deles para ajudá-los a valorizar o sentido da vida sacramental, da participação comunitária e do compromisso cidadão» (DAp 286). Neste sentido, urge promover a dinâmica catecumenal subjacente à iniciação cristã. «A iniciação cristã, que inclui o ‘querigma’, é a maneira prática de colocar alguém em contato com Jesus Cristo e iniciá-lo no discipulado. Dá-nos, também, a oportunidade de fortalecer a unidade dos três sacramentos da iniciação, e aprofundar o rico sentido deles. A iniciação cristã, propriamente falando, refere-se à primeira iniciação nos mistérios da fé, seja na forma do catecumenato batismal para os não batizados, seja na forma do catecumenato pós-batismal para os batizados não suficientemente catequizados» (DAp 288).

Reconheço que ser discípulo é um processo de amadurecimento ao longo de toda a vida? Para mim, que importância tem a catequese permanente e a vida sacramental?

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8.Anunciar_FACEPOST_2016
Discípulos missionários, Fé anunciada,

Conversão

no comment

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Anunciar a alegria da fé

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A conversão é entrar num caminho «que não pode deixar as coisas como estão» (EG 25). Esta mudança não se propõe como uma vergonha, algo a esconder, mas como um desafio a reconhecer o desajuste entre a graça divina e as nossas opções humanas. Tal como o encontro com Jesus Cristo, que o Papa convida a renovar diariamente (cf. EG 3), a conversão é um processo contínuo que há de ser proposto a todos.

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8. Conversão

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O segundo «aspeto fundamental» que, de acordo com o Documento de Aparecida (DAp), marca o caminho na formação do discípulo missionário é a conversão. Este é uma consequência direta do primeiro: o encontro pessoal com Jesus Cristo (cf. tema 7). «Em nossa Igreja devemos oferecer a todos os nossos fiéis um ‘encontro pessoal com Jesus Cristo’, uma experiência religiosa profunda e intensa, um anúncio ‘querigmático’ e o testemunho pessoal dos evangelizadores, que leve a uma conversão pessoal e a uma mudança de vida integral» (DAp 226).

Conversão

A conversão é entrar num caminho «que não pode deixar as coisas como estão» (EG 25). Esta mudança não se propõe como uma vergonha, algo a esconder, mas como um desafio a reconhecer o desajuste entre a graça divina e as nossas opções humanas. Tal como o encontro com Jesus Cristo, que o Papa convida a renovar diariamente (cf. EG 3), a conversão é um processo contínuo que há de ser proposto a todos. Neste «todos» estão, por exemplo, aqueles e aquelas que «‘não vivem as exigências do Batismo’, não sentem uma pertença cordial à Igreja e já não experimentam a consolação da fé. Mãe sempre solícita, a Igreja esforça-se para que elas vivam uma conversão que lhes restitua a alegria da fé e o desejo de se comprometerem com o Evangelho. (EG 14).  Os bispos da América Latina e do Caribe explicitam assim este aspeto essencial na formação do discípulo missionário: «É a resposta inicial de quem escutou o Senhor com admiração, crê nEle pela ação do Espírito, decide ser seu amigo e ir após Ele, mudando sua forma de pensar e de viver, aceitando a cruz de Cristo, consciente de que morrer para o pecado é alcançar a vida. No Batismo e no sacramento da Reconciliação se atualiza para nós a redenção de Cristo» (DAp 278).

Escuta

Em primeiro lugar, diz-se que a conversão «é a resposta inicial de quem escutou o Senhor». Por isso, torna-se «necessário propor aos fiéis a Palavra de Deus como dom do Pai para o encontro com Jesus Cristo vivo, caminho de ‘autêntica conversão e de renovada comunhão e solidariedade’» (DAp 248). É a escuta do Senhor Jesus Cristo, a Palavra de Deus Pai descida ao coração do crente, que conduz à fé, que proporciona o acreditar. «Uma vez escutada, a palavra de Cristo, pelo seu próprio dinamismo, transforma-se em resposta no cristão, tornando-se ela mesma palavra pronunciada, confissão de fé. […] São Paulo usará uma fórmula que se tornou clássica: ‘fides ex auditu’ — ‘a fé vem da escuta’ ( Romanos 10, 17)» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «Lumen Fidei» [LF], 22.29). Mas o encontro não acontece apenas pela escuta da Palavra; também há (ou tem de haver) outros «encontros». Então, «levanta-se a mesma pergunta cheia de expectativa: “Mestre, onde vives?” (João 1,38), onde te encontramos de maneira adequada para ‘abrir um autêntico processo de conversão, comunhão e solidariedade?’. Quais são os lugares, as pessoas, os dons que nos falam de ti, que nos colocam em comunhão contigo e nos permitem ser discípulos e missionários teus?» (DAp 245).

Iniciação Cristã

«Sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação na vida cristã que comece pelo ‘querigma’ e que, guiado pela Palavra de Deus, conduza a um encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito homem, experimentado como plenitude da humanidade e que leve à conversão, ao seguimento em uma comunidade eclesial e a um amadurecimento de fé na prática dos sacramentos, do serviço e da missão» (DAp 289).

Reconciliação

No processo de conversão refere-se também a importância do Sacramento da Reconciliação. Este potencia «a conversão que todos necessitamos para combater o pecado que nos faz incoerentes com os compromissos batismais» (DAp 175).

Sociedade

«A conversão pessoal desperta a capacidade de submeter tudo ao serviço da instauração do Reino da vida» (DAp 366). De facto, «já não se pode afirmar que a religião deve limitar-se ao âmbito privado e serve apenas para preparar as almas para o céu. Sabemos que Deus deseja a felicidade dos seus filhos também nesta terra, embora estejam chamados à plenitude eterna, porque Ele criou todas as coisas ‘para nosso usufruto’ (1Timóteo 6, 17), para que ‘todos’ possam usufruir delas. Por isso, a conversão cristã exige rever ‘especialmente tudo o que diz respeito à ordem social e consecução do bem comum’» (EG 182).

Quero ser discípulo missionário da alegria do Evangelho? Que estilo de vida quero assumir? Estou disposto a viver em estado de conversão?

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7.Anunciar_FACEPOST_2016
Discípulos missionários, Fé anunciada,

Encontro pessoal com Jesus Cristo

no comment

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Anunciar a alegria da fé

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No início da vida cristã está o «encontro pessoal com Jesus Cristo». Por isso, o Papa convida cada cristão «em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que ‘da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído’. Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada» (EG 3).

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7. Encontro pessoal com Jesus Cristo

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O papa Francisco na Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual («A Alegria do Evangelho» — «Evangelii Gaudium» [EG]), em sintonia com o Documento de Aparecida (DAp), confronta todos os cristãos com uma identidade essencial: ser discípulos missionários (cf. tema 6). Neste e nos próximos temas, vamos apresentar, segundo o Documento de Aparecida, cinco aspetos fundamentais que constituem a base na formação de discípulos missionários: «cinco aspetos fundamentais que aparecem de maneira diversa em cada etapa do caminho, mas que se complementam intimamente e se alimentam entre si» (DAp 278). São eles: o encontro pessoal com Jesus Cristo; a conversão; o discipulado; a comunhão; a missão. Antes de mais, «o discípulo é alguém apaixonado por Cristo, a quem reconhece como o mestre que o conduz e acompanha» (DAp 277).

Encontro com Jesus Cristo

No início da vida cristã está o «encontro pessoal com Jesus Cristo». Por isso, o Papa convida cada cristão «em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que ‘da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído’. Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada» (EG 3). E os bispos da América Latina e do Caribe declaram: «Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria» (DAp 29). Trata-se de uma alegria (cf. tema 3) que bebe «na fonte do amor maior, que é o de Deus, a nós manifestado em Jesus Cristo. Não me cansarei de repetir estas palavras de Bento XVI que nos levam ao centro do Evangelho: ‘Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo’» (EG 7). Graças a este encontro «com o amor de Deus, que se converte em amizade feliz, é que somos resgatados da nossa consciência isolada e de autorreferencialidade» (EG 8). O Documento de Aparecida explicita assim este aspeto essencial na formação do discípulo missionário: «Aqueles que serão seus discípulos já o buscam (cf. João 1, 38), mas é o Senhor quem os chama: “Segue-me” (Marcos 1, 14; Mateus 9, 9). É necessário descobrir o sentido mais profundo da busca, assim como é necessário propiciar o encontro com Cristo que dá origem à iniciação cristã. Esse encontro deve renovar-se constantemente pelo testemunho pessoal, pelo anúncio do ‘querigma’ e pela ação missionária da comunidade. O ‘querigma’ não é somente uma etapa, mas o fio condutor de um processo que culmina na maturidade do discípulo de Jesus Cristo. Sem o ‘querigma’, os demais aspetos desse processo estão condenados à esterilidade, sem corações verdadeiramente convertidos ao Senhor. Só a partir do ‘querigma’ acontece a possibilidade de uma iniciação cristã verdadeira. Por isso, a Igreja precisa tê-lo presente em todas as suas ações» (DAp 278). Ora, o encontro «com o amor de Deus em Cristo Jesus» (EG 120) acontece na cruz e é um encontro capaz de transformar o cristão em discípulo missionário. Assim, «a primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, aquela experiência de sermos salvos por Ele que nos impele a amá-Lo cada vez mais» (EG 264).

Encontro com o outro

Com Jesus Cristo aprendemos um método (simples) para o encontro com o outro: «Se falava com alguém, fitava os seus olhos com uma profunda solicitude cheia de amor: ‘Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele’ (Marcos 10, 21). Vemo-Lo disponível ao encontro, quando manda aproximar-se o cego do caminho (cf. Marcos 10, 46-52) e quando come e bebe com os pecadores (cf. Marcos 2, 16), sem Se importar que O chamem de glutão e beberrão (cf. Mateus 11, 19). Vemo-Lo disponível, quando deixa uma prostituta ungir-Lhe os pés (cf. Lucas 7, 36-50) ou quando recebe, de noite, Nicodemos (cf. João 3, 1-15). A entrega de Jesus na cruz é apenas o culminar deste estilo que marcou toda a sua vida» (EG 269).

Aceito o convite do Papa para renovar o encontro com Jesus Cristo ou, pelo menos, a deixar-me encontrar por Jesus Cristo? Onde está a minha fonte de amor e de alegria?

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6.Anunciar_FACEPOST_2016
Discípulos missionários, Fé anunciada,

Discípulos missionários

no comment

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Anunciar a alegria da fé

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Com este tema iniciamos a segunda parte desta proposta. O conteúdo da EG sobre o discipulado sintetiza o que se encontra no Documento de Aparecida sobre os «discípulos missionários de Jesus Cristo». Eles são enviados como comunidade e pela comunidade eclesial para «dar testemunho do amor» (DAp 386), anunciar a chegada do Reino, a dinâmica «transformadora do Reino de Deus que se faz presente em Jesus» (DAp 382) e assumir «as tarefas prioritárias» para o bem comum e a dignificação do ser humano (DAp 384).

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6. Discípulos Missionários

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«A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: ‘Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado’ (Mateus 28, 19-20)» (EG 19). Esta é a missão da Igreja (cf. tema 1). Por isso, «este mesmo mandato continua a ser confiado aos discípulos de hoje (e de sempre), a quem compete, em primeiro lugar, ‘viver a alegria do Evangelho’» (Programa Pastoral da Arquidiocese de Braga). Com este tema iniciamos a segunda parte desta proposta (cf. tema 1). Nesta parte dedicada à reflexão sobre os «discípulos missionários», sem deixar de ter como ponto de referência a Exortação Apostólica do papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual (EG), não podemos ignorar o contributo essencial dado pelo Documento de Aparecida (DAp) para iluminar esta temática.

Discípulos

A EG afirma que a Igreja é constituída por comunidades de discípulos e discípulas, que têm de ser «sal da terra e luz do mundo»: «Precisamente nesta época, inclusive onde são um ‘pequenino rebanho’ (Lucas 12, 32), os discípulos do Senhor são chamados a viver como comunidade que seja sal da terra e luz do mundo (cf. Mateus 5, 13-16). São chamados a testemunhar, de forma sempre nova, uma pertença evangelizadora» (EG 92). O conteúdo da EG sobre o discipulado sintetiza o que se encontra no Documento de Aparecida sobre os «discípulos missionários de Jesus Cristo». Eles são enviados como comunidade e pela comunidade eclesial para «dar testemunho do amor» (DAp 386), anunciar a chegada do Reino, a dinâmica «transformadora do Reino de Deus que se faz presente em Jesus» (DAp 382) e assumir «as tarefas prioritárias» para o bem comum e a dignificação do ser humano (DAp 384).

Discípulos missionários

«Em virtude do Batismo recebido, cada membro do povo de Deus tornou-se discípulo missionário» (EG 120). E por conseguinte todos os cristãos são sujeitos de evangelização, porque «em todos os batizados, desde o primeiro ao último, atua a força santificadora do Espírito que impele a evangelizar» (EG 119). Evangelizar não é uma tarefa de alguns; «seria inapropriado pensar num esquema de evangelização realizado por agentes qualificados enquanto o resto do povo fiel seria apenas recetor das suas ações» (EG 120). Não se trata de uma opção, mas de uma característica essencial que brota do batismo. «O batismo não é um título que recebemos, mas um chamamento para o serviço ativo na vida da Igreja, dentro e fora de portas. O (cristão) batizado não pode não ser ‘discípulo missionário’. Na reflexão do Papa percebe-se claramente que não se trata duma opção, duma escolha entre ser ou não ser» (Programa Pastoral da Arquidiocese de Braga). Por isso, a missão dos «discípulos missionários» é universal: todos são enviados e todos são convidados. A missão é também universal quanto aos destinatários: é para todos, a começar pelos mais frágeis. «Todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (EG 20). Uma Igreja «em saída» é uma comunidade que caminha ao encontro dos mais necessitados para estar ao serviço: «Faz falta ajudar a reconhecer que o único caminho é aprender a encontrar os demais com a atitude adequada, que é valorizá-los e aceitá-los como companheiros de estrada, sem resistências interiores. Melhor ainda, trata-se de aprender a descobrir Jesus no rosto dos outros, na sua voz, nas suas reivindicações; e aprender também a sofrer, num abraço com Jesus crucificado» (EG 91). A comunidade dos discípulos é «uma fraternidade mística, contemplativa, que sabe ver a grandeza sagrada do próximo, que sabe descobrir Deus em cada ser humano» (EG 92). Ser discípulo missionário significa existir para estar ao serviço dos outros. «Com obras e gestos, a comunidade missionária entra na vida diária dos outros, encurta as distâncias, abaixa-se – se for necessário – até à humilhação e assume a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo» (EG 24). Não há outro caminho. «Trata-se de ‘cumprir’ aquilo que o Senhor nos indicou como resposta ao seu amor, sobressaindo, junto com todas as virtudes, aquele mandamento novo que é o primeiro, o maior, o que melhor nos identifica como discípulos: ‘É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei’ (João 15, 12)» (EG 161).

Vive-se o mandato de Jesus Cristo, quando os «paroquianos» se conformam em ficar sentados nos bancos da igreja e não se dispõem a ir, a servir a comunidade?

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