Browsing Category

Laboratório da fé

Esta categoria congrega publicações genéricas.

1adventoa16_site
Advento, Até domingo, Laboratório da fé,

Primeiro Domingo de Advento

2 comments

[et_pb_section admin_label=”section”][et_pb_row admin_label=”row” make_fullwidth=”off” use_custom_width=”off” width_unit=”on” use_custom_gutter=”off” gutter_width=”3″ padding_mobile=”off” allow_player_pause=”off” parallax=”off” parallax_method=”off” make_equal=”off” parallax_1=”off” parallax_method_1=”off” column_padding_mobile=”on”][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_text admin_label=”Até domingo” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” custom_margin=”-20px||-2px|” text_font=”|||on|”]

Até domingo — Ano A

[/et_pb_text][et_pb_post_title admin_label=”Título” title=”on” meta=”off” author=”on” date=”on” categories=”on” comments=”on” featured_image=”off” featured_placement=”below” parallax_effect=”on” parallax_method=”on” text_orientation=”left” text_color=”dark” text_background=”off” text_bg_color=”rgba(255,255,255,0.9)” module_bg_color=”rgba(255,255,255,0)” title_all_caps=”off” meta_font_size=”14″ use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”] [/et_pb_post_title][et_pb_text admin_label=”Até domingo” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” custom_margin=”-20px|||” text_font=”|||on|” text_font_size=”20″]

Praticai ações que se conformem ao arrependimento que manifestais

[/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][et_pb_row admin_label=”Row” make_fullwidth=”off” use_custom_width=”off” width_unit=”on” use_custom_gutter=”off” gutter_width=”3″ padding_mobile=”off” custom_margin=”-27px|||” allow_player_pause=”off” parallax=”off” parallax_method=”off” make_equal=”off” parallax_1=”off” parallax_method_1=”off” column_padding_mobile=”on”][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_divider admin_label=”Divider” color=”#f99f1c” show_divider=”on” divider_style=”dotted” divider_position=”bottom” divider_weight=”1″ hide_on_mobile=”off”] [/et_pb_divider][/et_pb_column][/et_pb_row][et_pb_row admin_label=”Row” make_fullwidth=”off” use_custom_width=”off” width_unit=”on” use_custom_gutter=”off” gutter_width=”3″ padding_mobile=”off” allow_player_pause=”off” parallax=”off” parallax_method=”off” make_equal=”off” parallax_1=”off” parallax_method_1=”off” parallax_2=”off” parallax_method_2=”off” column_padding_mobile=”on” custom_margin=”-16px|||”][et_pb_column type=”1_2″][et_pb_toggle admin_label=”Até domingo…” title=”Até domingo” open=”on” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” title_font=”|||on|”]

Oração diária a partir do evangelho do domingo seguinte. Uma proposta traduzida e adaptada do original em francês apresentado em «vers dimanche».

[/et_pb_toggle][et_pb_toggle admin_label=”Segunda” title=”Segunda, 21 de novembro” open=”off” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

Adivinha o que está a chegar

No próximo domingo, entramos no tempo de Advento. A Igreja oferece-nos um tempo para preparar e acolher aquele que vem às nossas casas, às nossas cidades, ao nosso universo. Bem, ele já veio. Jesus nasceu da Virgem Maria. Mas, na sua vida, falou várias vezes aos discípulos sobre a sua vinda. É o que nos lembra o evangelho do Primeiro Domingo de Advento. Então, o Natal é o aniversário de Jesus ou é uma festa para nos preparar para a vinda do Ressuscitado? Hoje, é necessário que uma vida mais forte do que a morte violenta venha à nossa terra… Ao pensar em todos os momentos e lugares em que a ressurreição é esperada, rezo: Vem, divino Messias!

[/et_pb_toggle][et_pb_toggle admin_label=”Terça” title=”Terça, 22 de novembro” open=”off” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

Surpresa

Para falar aos discípulos sobre a sua vinda, Jesus faz referência à história de Noé, a história do dilúvio em que as pessoas «não deram por nada». Hoje, as pessoas continuam a não dar por nada. Como no tempo de Noé, a maldade e a crueldade dos humanos parece dominar a terra. Jesus previne os discípulos: a sua vinda será uma surpresa, sem que alguém esteja à espera… Nem eu! Ao pensar em todos os momentos e lugares em que nada se espera, rezo: Vem, divino Messias!

[/et_pb_toggle][et_pb_toggle admin_label=”Quarta” title=”Quarta, 23 de novembro” open=”off” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

Ai!

A vinda de Jesus trará a verdade à terra. Isto significa que será pronunciado um juízo, haverá um julgamento. Nos dias de Noé, o dilúvio veio destruir toda a humanidade que, em geral, já tinha feito cair sobre si mesma um vendaval de violência. Então, a violência dos seres humanos volta-se contra eles e fá-los desaparecer. Nos dias do regresso de Jesus, de duas pessoas, uma será tomada, outra deixada. Não há compromisso possível: o justo resplandecerá com a sua justiça para sempre, o que cometeu o mal desaparecerá para sempre. A vitória da vida será clara. As duas serão separadas como no início, quando o Senhor separa a luz das trevas. Ao pensar em todos os momentos e lugares em que a violência parece triunfar, rezo: Vem, divino Messias!

[/et_pb_toggle][et_pb_toggle admin_label=”Quinta” title=”Quinta, 24 de novembro” open=”off” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

Vigiai

Jesus não quer meter-nos medo ao contar estas histórias. Ao contrário, procura educar-nos para a esperança, uma vigilância ativa que nos prepare para o receber no dia da sua vinda. Ao pensar em todos os momentos e lugares em que a espera parece interminável e a esperança interdita, rezo: Vem, divino Messias!

[/et_pb_toggle][et_pb_toggle admin_label=”Sexta” title=”Sexta, 25 de novembro” open=”off” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

Não sabeis

Reconheçamo-lo: nós detestamos não saber. Por isso, Jesus previne os discípulos: «não sabeis em que dia virá o vosso Senhor». Alguns procuram contornar a situação através do horóscopo, outros dando crédito aos videntes que dizem ter revelações privadas… É penoso não saber! Ao pensar em todos os momentos e lugares em que o entregar-se e o confiar-se ao outro parecem impossíveis, rezo: Vem, divino Messias!

[/et_pb_toggle][et_pb_toggle admin_label=”Sábado” title=”Sábado, 26 de novembro” open=”off” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

Compreendei

Jesus bem sabe que se refere a uma coisa difícil. É por isso que conta uma última história cheia de sentido: o dono da casa e o ladrão que aparece quando não se espera. A vinda do Senhor será imprevisível, inesperada, repentina, imprevista. Se Jesus insiste tanto, é porque este ensinamento diz respeito a alguma coisa essencial. Ao pensar em todos os momentos e lugares em que não compreendo o que me é dito, rezo: Vem, divino Messias!

[/et_pb_toggle][et_pb_toggle admin_label=”Domingo” title=”Domingo, 27 de novembro” open=”off” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

Aos vossos lugares, preparados, partida!

Preparar o Natal passa, evidentemente, pelo presépio, pela árvore, pelas decorações luminosas nas ruas, pelo prazer de pensar nos presentes. O evangelho lembra que se trata também de estar vigilante e preparado para a vinda de alguém que — estamos avisados — surpreenderá, pelo menos, como um presente que recebemos sem contar. A vinda de Jesus assinalará a vitória definitiva da luz da vida sobre as trevas da morte: tal é o significado da coroa. A vinda de Cristo abrir-nos-á o acesso à árvore da vida: tal é o sentido da árvore. A vinda do «Filho do homem» far-nos-á nascer para uma vida nova: tal é o que acontece no presépio. Então, sim, vem, divino Messias!

[/et_pb_toggle][/et_pb_column][et_pb_column type=”1_2″][et_pb_toggle admin_label=”Evangelho” title=”Evangelho” open=”on” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” title_font=”|||on|”]

Mateus 24, 37-44

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.

© Secretariado Nacional de Liturgia

[/et_pb_toggle][/et_pb_column][/et_pb_row][et_pb_row admin_label=”Row”][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_image admin_label=”Image” src=”http://labfe.pt/wp-content/uploads/2016/11/1AdventoA16_G.jpg” show_in_lightbox=”off” url_new_window=”off” use_overlay=”off” animation=”off” sticky=”off” align=”center” force_fullwidth=”off” always_center_on_mobile=”on” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”] [/et_pb_image][/et_pb_column][/et_pb_row][/et_pb_section]

Junho_Misericordia_FACEPOST
Laboratório da fé,

Coração de Misericórdia

1 comment

[et_pb_section admin_label=”section”][et_pb_row admin_label=”row” make_fullwidth=”off” use_custom_width=”off” width_unit=”on” use_custom_gutter=”off” gutter_width=”3″ padding_mobile=”off” allow_player_pause=”off” parallax=”off” parallax_method=”off” make_equal=”off” parallax_1=”off” parallax_method_1=”off” column_padding_mobile=”on”][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_text admin_label=”Subtítulo superior” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” custom_margin=”-20px||-2px|” text_font=”|||on|”]

Junho 2016 | Mês do Coração de Jesus

[/et_pb_text][et_pb_post_title admin_label=”Título” title=”on” meta=”off” author=”on” date=”on” categories=”on” comments=”on” featured_image=”on” featured_placement=”below” parallax_effect=”on” parallax_method=”on” text_orientation=”left” text_color=”dark” text_background=”off” text_bg_color=”rgba(255,255,255,0.9)” module_bg_color=”rgba(255,255,255,0)” title_all_caps=”off” meta_font_size=”14″ use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”] [/et_pb_post_title][et_pb_divider admin_label=”Divider” color=”#f99f1c” show_divider=”on” divider_style=”dotted” divider_position=”top” divider_weight=”1″ hide_on_mobile=”off”] [/et_pb_divider][/et_pb_column][/et_pb_row][et_pb_row admin_label=”Row” make_fullwidth=”off” use_custom_width=”off” width_unit=”on” use_custom_gutter=”off” gutter_width=”3″ padding_mobile=”off” custom_margin=”-15px|||” allow_player_pause=”off” parallax=”off” parallax_method=”off” make_equal=”off” parallax_1=”off” parallax_method_1=”off” parallax_2=”off” parallax_method_2=”off” column_padding_mobile=”on”][et_pb_column type=”1_3″][et_pb_divider admin_label=”Divider” color=”#ffffff” show_divider=”off” height=”10″ divider_style=”solid” divider_position=”top” divider_weight=”1″ hide_on_mobile=”on”] [/et_pb_divider][et_pb_post_title admin_label=”Data” title=”off” meta=”on” author=”off” date=”on” date_format=”j. F. Y” categories=”off” comments=”off” featured_image=”off” featured_placement=”below” parallax_effect=”on” parallax_method=”on” text_orientation=”left” text_color=”dark” text_background=”off” text_bg_color=”rgba(255,255,255,0.9)” module_bg_color=”rgba(255,255,255,0)” title_all_caps=”off” meta_font_size=”14″ use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” title_text_color=”#794e0e” meta_text_color=”#794e0e”] [/et_pb_post_title][et_pb_post_title admin_label=”Categorias” title=”off” meta=”on” author=”off” date=”off” categories=”on” comments=”off” featured_image=”off” featured_placement=”below” parallax_effect=”on” parallax_method=”on” text_orientation=”left” text_color=”dark” text_background=”off” text_bg_color=”rgba(255,255,255,0.9)” module_bg_color=”rgba(255,255,255,0)” title_all_caps=”off” meta_font_size=”14″ use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” meta_text_color=”#794e0e” custom_margin=”-30px|||”] [/et_pb_post_title][et_pb_divider admin_label=”Divider” color=”#ffffff” show_divider=”off” divider_style=”solid” divider_position=”top” divider_weight=”1″ hide_on_mobile=”on”] [/et_pb_divider][et_pb_image admin_label=”ASPAS” src=”http://labfe.pt/wp-content/uploads/2016/01/aspas_cima.png” show_in_lightbox=”off” url_new_window=”off” animation=”top” sticky=”on” align=”center” force_fullwidth=”off” always_center_on_mobile=”on” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” custom_margin=”||-20px|” use_overlay=”off” disabled=”off” disabled_on=”off|off|”] [/et_pb_image][et_pb_testimonial admin_label=”Citação” url_new_window=”off” quote_icon=”off” use_background_color=”off” background_color=”#f5f5f5″ background_layout=”light” text_orientation=”left” quote_icon_color=”#c67e16″ body_font_size=”13″ body_text_color=”#c67e16″ use_border_color=”on” border_color=”#ffffff” border_style=”dotted” custom_margin=”5px|5px|5px|5px” custom_padding=”15px|15px||15px”]

O mês de Junho é tradicionalmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, máxima expressão humana do amor divino. Mais do que uma ‘devoção’, trata-se de promover uma salutar espiritualidade alicerçada no Coração de Jesus, no qual se pode encontrar descanso e com o qual se pode aprender a misericórdia divina.

[/et_pb_testimonial][et_pb_divider admin_label=”Divider” color=”#ffffff” show_divider=”off” divider_style=”solid” divider_position=”top” divider_weight=”1″ hide_on_mobile=”on”] [/et_pb_divider][et_pb_blurb admin_label=”Blurb” url_new_window=”off” use_icon=”on” icon_color=”#794e0e” use_circle=”off” circle_color=”#f99f1c” use_circle_border=”off” circle_border_color=”#f99f1c” icon_placement=”left” animation=”off” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_icon_font_size=”on” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” icon_font_size=”18″ font_icon=”%%206%%” body_text_color=”#794e0e” body_font=”|||on|”]

Junho 2016

[/et_pb_blurb][/et_pb_column][et_pb_column type=”2_3″][et_pb_text admin_label=”Texto” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

«O mês de Junho é tradicionalmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, máxima expressão humana do amor divino. […] A piedade popular valoriza muito os símbolos, e o Coração de Jesus é o símbolo por excelência da misericórdia de Deus; mas não é um símbolo imaginário, é um símbolo real, que representa o centro, a fonte da qual brotou a salvação para a humanidade inteira» (Francisco, 9 de junho de 2013). A Bíblia mostra-nos que o «coração» não evoca apenas sentimentos, a dimensão afetiva da pessoa, mas remete também para outras dimensões e até para a totalidade do ser, a sua personalidade. E também na linguagem comum o coração está associado à fonte da vida e ao que caracteriza a essência da pessoa. É nesta perspetiva que queremos recentrar a tradicional proposta de associar o mês de junho ao Coração de Jesus: o «coração» é a síntese da pessoa de Jesus Cristo; por isso, a Igreja, através do Magistério dos Papas, apresenta esta espiritualidade como a «síntese da vida cristã».

Junho, Mês do Coração de Jesus

A história mostra-nos a importância que o culto popular ao Sagrado Coração de Jesus teve, durante séculos, na revelação da misericórdia divina. Depois de um tempo em que se desvaneceu e/ou se desvalorizou esta prática, a celebração do Ano Santo da Misericórdia é uma oportunidade para recuperar a sua frescura original. É certo que as representações que mostram um coração rodeado com uma coroa de espinhos não são a melhor imagem para anunciar a misericórdia divina. Até porque a associação imediata dessa imagem apenas ao coração físico de Jesus Cristo não exprime nem a totalidade nem a dimensão mais adequada da espiritualidade associada ao Sagrado Coração de Jesus. Outro aspeto negativo foi o enfoque demasiado «particular» que se atribuiu a este culto, associando-o quase em exclusivo a revelações privadas. Ora, um dos fundamentos a destacar são as raízes bíblicas que se podem relacionar com o culto ao Sagrado Coração de Jesus; entre outras, a afirmação do próprio Jesus Cristo: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. […] Aprendei de Mim, que sou mando e humilde de coração, e encontrareis descanso» (Mateus 11, 28-29). Por isso, neste tempo atual classificado como «sociedade do cansaço» (Byung-Chul Han), será uma mais valia deixar ressoar com maior intensidade estas palavras. Depois, importa ainda alertar que esta espiritualidade fundada no culto ao Coração de Jesus não pode consistir apenas em «recitar algumas orações ou fazer algumas ‘devoções’ em sua honra, mas deveria significar procurá-lo e encontrá-lo em tudo, ou seja, na inteira Liturgia da Igreja, a começar pela Missa, compreendendo e contemplando, na reflexão e na oração, o inteiro mistério de Cristo e testemunhando-o na vida, escolhendo e desejando para nós aquilo que Cristo escolheu e desejou, isto é, revestindo-nos dos sentimentos do seu Coração» (Ottavio De Bertolis). Trata-se, portanto, mais do que uma ‘devoção’, promover uma salutar espiritualidade alicerçada no Coração de Jesus, no qual se pode encontrar descanso e com o qual se pode aprender a misericórdia divina. «No Sagrado Coração de Jesus reconhecemos que o próprio Deus tem o coração (‘cors’) orientado para nós, os pobres (‘miseri’) — em sentido amplo — ou seja, que Deus é ‘misericors’, misericordioso. Assim, o Sagrado Coração de Jesus é símbolo do amor de Deus incarnado em Jesus Cristo» (Walter Kasper, Misericórdia, Lucerna, 143).

Laboratório da fé anunciada

Em sintonia com o tempo litúrgico (Tempo Comum: gerar comunhão) a espiritualidade proposta para o mês de junho une o Coração de Jesus com as temáticas da comunhão e da misericórdia. Esta não é «um sentimento passageiro, mas é a síntese da Boa Nova, é a opção de quem quer ter os sentimentos do ‘Coração de Jesus’» (Francisco, 21 de dezembro de 2015). Então, da comunhão com o amor de Jesus Cristo — «Jesus Cristo ama-te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar» (EG 164) — brota «a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho […]. No nosso tempo, em que a Igreja está comprometida na nova evangelização, o tema da misericórdia exige ser reproposto com novo entusiasmo e uma ação pastoral renovada. É determinante para a Igreja e para a credibilidade do seu anúncio que viva e testemunhe, ela mesma, a misericórdia. A sua linguagem e os seus gestos, para penetrarem no coração das pessoas […], devem irradiar misericórdia» (Bula de Convocação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, 12).

[/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][/et_pb_section]