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Liturgia, Quaresma,

Quaresma 2017: Penitência

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Ano Pastoral 2016+17 | Ano A

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1. Março. 2017

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A Quaresma é um “processo narrativo”, por conseguinte, não acelerado, antes um tempo com ritmo. Assume um ritmo próprio que evolui na preparação ou renovação das promessas batismais e na dinâmica penitencial. Esta, considerada em termos pessoais e comunitários, pode ser tomada como sinónimo de conversão e de renovação cristã. É, pois, sobre o caráter batismal que se apoia a dimensão penitencial da Quaresma. Em 2017, o início da Quaresma acontece no dia 1 de março (Quarta-feira de Cinzas).

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Quaresma 2017

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“O princípio e o fim de um processo oferecem uma conexão com sentido, uma unidade com sentido, quando estão interligados um com o outro. […] Também os rituais e as cerimónias são formas de conclusão”. O filósofo Byung-Chul Han, num ensaio sobre o tempo (Fecha os olhos, por favor), parte desta afirmação para sugerir uma mudança de paradigma ou, pelo menos, uma atenção mais cuidada à nossa maneira de estar no tempo. Urge assumir uma dinâmica temporal que lhe devolva o seu “aroma”. A Quaresma é essa ocasião propícia para abrandar o ritmo acelerado e a superficialidade da nossa vida, acalmar, pacificar, deixar que o amor de Deus ressoe no nosso coração. É um tempo de introspeção serena, de contemplação, de reconciliação profunda connosco, com Deus e com os outros.

Fátima: Ano Mariano

Não é adequado sugerir a Quaresma como um tempo triste! Antes de tudo, é um tempo de preparação para a Páscoa. “A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte” (Francisco, Mensagem para a Quaresma de 2017). Neste sentido, a Quaresma é um “processo narrativo”, por conseguinte, não acelerado, antes um tempo com ritmo. Assume um ritmo próprio que evolui na preparação ou renovação das promessas batismais e na dinâmica penitencial. Esta, considerada em termos pessoais e comunitários, pode ser tomada como sinónimo de conversão e de renovação cristã. É, pois, sobre o caráter batismal que se apoia a dimensão penitencial da Quaresma. Por isso, a penitência tem de ser entendida como um meio ou um fruto e nunca a causa ou origem da conversão. “As penitências não se fazem para sofrermos. Fazem-se para melhorarmos. Para nós, cristãos, uma ‘penitência’ não é algo que custa mas um exercício que ajuda a ficar melhor pessoa. […] Abstemo-nos de coisas boas se isso nos ajuda a alcançar outras melhores” (Nuno Tovar de Lemos, Mensageiro do Coração de Jesus, março de 2017). Para tal, precisamos de disposições básicas sem as quais não há conversão possível: a chave é o descentrar-se, deixar de estar voltado para si e colocar o centro no essencial. A esmola centra-nos nas necessidades dos outros; a oração centra-nos no encontro com Deus; o jejum reúne as duas anteriores na centralidade do essencial. Estas práticas tradicionais do tempo quaresmal fazem a ponte com o “Ano Mariano” que celebramos a propósito do Centenário das Aparições em Fátima. A oração e a penitência estão entre os pontos centrais da Mensagem de Fátima: são a resposta dos Pastorinhos às interpelações da Senhora (e do Anjo). A primeira aparição mariana (13 de maio de 1917) traz um pedido com um carácter penitencial: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?”. Deixando de lado o que não é essencial (que só se pode compreender no contexto próprio daquelas crianças), há um conteúdo profundo que se repete hoje: “Quereis oferecer-vos a Deus… pela conversão dos pecadores?”. Eis o essencial que há de orientar a concretização criativa das penitências quaresmais: oferecer a vida a Deus pela nossa conversão, pecadores e confiantes na misericórdia divina.

Laboratório da Fé contemplada

No contexto mariano que orienta a dinâmica pastoral, apropriamo-nos das palavras de São João Paulo II na Carta Apostólica sobre o Rosário (RVM), para as aplicar ao tempo quaresmal. Assim, nesta Quaresma somos também convidados a frequentar a “escola de Maria”, para nos deixarmos “introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor” (RVM 1). Da mesma forma, podemos dizer que a fé contemplada “tem em Maria o seu modelo insuperável” (RVM 10). Ousamos apresentar duas propostas concretas para entrar na “casa” e na “escola” de Maria: A Via Sacra: Orai Assim (edições Salesianas) e a recitação do terço, em especial os mistérios da dor. Uma e outra, “a partir da experiência de Maria”, são “uma oração marcadamente contemplativa” que requerem “um ritmo tranquilo e uma certa demora a pensar, que favoreçam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através daquele que mais de perto esteve em contacto com o mesmo Senhor, e que abram o acesso às suas insondáveis riquezas” (RVM 12).

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3QuaresmaC16_FACEPOST_tema
Liturgia, Quaresma,

O Deus de vossos pais enviou-me a vós

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Depois de Abraão (Segundo Domingo da Quaresma), surge agora Moisés. Embora não seja o «fundador» do judaísmo, é nele uma pedra fundamental. Moisés não vai agir por conta própria, mas é «Outro» (Deus) que quer precisar dele, visita-o e convoca-o para uma missão: «O Deus de vossos pais enviou-me a vós». Em 2016, o Terceiro Domingo da Quaresma celebra-se no dia 28 de fevereiro.

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3QuaresmaC_PDF

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A Quaresma é o tempo da conversão e da misericórdia. O Terceiro Domingo da Quaresma (Ano C) põe em evidência esta mensagem na Liturgia da Palavra: uma Palavra que revela Deus presente junto do seu povo (primeira leitura), clemente e cheio de compaixão (salmo), paciente para com todos (evangelho), que nos convoca à conversão. Entretanto, Paulo adverte: o desejo de conversão tem de ser permanente (segunda leitura). Não podemos relaxar! Não podemos pensar que estamos «imunes» só pelo facto de sermos batizados: Jesus Cristo di-lo claramente. A Quaresma é o tempo da sinceridade do coração, o tempo do amor verdadeiro.

«O Deus de vossos pais enviou-me a vós»

A sarça ardente que não se consome é, na Sagrada Escritura, um dos símbolos fundamentais para expressar a presença de Deus. No fragmento do livro do Êxodo proposto para primeira leitura está patente o que se pode designar como autodescrição de Deus: «Eu sou ‘Aquele que sou’».
Depois de Abraão (Segundo Domingo da Quaresma), surge agora Moisés. Embora não seja o «fundador» do judaísmo, é nele uma pedra fundamental.
A teofania (manifestação de Deus) surge, como sempre, de forma inesperada. Moisés sente-se atraído pelo fenómeno da sarça ardente. Aproxima-se para a contemplar melhor, quando é interpelado pelo mistério de Deus. Os elementos da manifestação do divino vão surgindo pouco a pouco: o monte, lugar da presença de Deus; o Anjo que fala; a sarça que arde sem se consumir. Estes elementos visuais e simbólicos estão acompanhados por palavras que os explicam: o monte é o Horeb; do meio da sarça, Deus chama Moisés pelo nome; este responde (diálogo); Deus pede que tire as sandálias (sacralidade do lugar/momento); Moisés cobre o rosto (atitude constante nas teofanias).
O centro da teofania é ocupado pelas intervenções divinas. Deus começa por se apresentar como «familiar» dos hebreus («Eu sou o Deus de teus pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob»), assinalando desta forma uma continuidade na história da salvação. E revela-se não como um Deus impassível, mas como capaz de compaixão e misericórdia: «Eu vi a situação miserável do meu povo no Egito; escutei o seu clamor provocado pelos opressores. Conheço, pois, as suas angústias. Desci para o libertar das mãos dos egípcios».
Moisés não vai agir por conta própria, mas é «Outro» (Deus) que quer precisar dele, visita-o e convoca-o para uma missão: «O Deus de vossos pais enviou-me a vós».

Eis uma bela apresentação de cada experiência de encontro com Deus: Aquele que se dá a conhecer na sarça ardente que não se consome é o Deus que escuta o clamor dos seus filhos oprimidos e dispõe-se a agir como protetor e libertador dos desprotegidos. Os gritos de misericórdia «ardem» no coração de Deus. «Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai. Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como tempo favorável para a Igreja» (MV 3).

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Êxodo 3, 1-8a.13-15

Naqueles dias, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Ao levar o rebanho para além do deserto, chegou ao monte de Deus, o Horeb. Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor numa chama ardente, do meio de uma sarça. Moisés olhou para a sarça, que estava a arder, e viu que a sarça não se consumia. Então disse Moisés: «Vou aproximar-me, para ver tão assombroso espetáculo: por que motivo não se consome a sarça?». O Senhor viu que ele se aproximava para ver. Então Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés, Moisés!». Ele respondeu: «Aqui estou!» Continuou o Senhor: «Não te aproximes. Tira as sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é terra sagrada». E acrescentou: «Eu sou o Deus de teus pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob». Então Moisés cobriu o rosto, com receio de olhar para Deus. Disse-lhe o Senhor: «Eu vi a situação miserável do meu povo no Egito; escutei o seu clamor provocado pelos opressores. Conheço, pois, as suas angústias. Desci para o libertar das mãos dos egípcios e o levar deste país para uma terra boa e espaçosa, onde corre leite e mel». Moisés disse a Deus: «Vou procurar os filhos de Israel e dizer-lhes: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas se me perguntarem qual é o seu nome, que hei de responder-lhes?». Disse Deus a Moisés: «Eu sou ‘Aquele que sou’». E prosseguiu: «Assim falarás aos filhos de Israel: O que Se chama ‘Eu sou’ enviou-me a vós». Deus disse ainda a Moisés: «Assim falarás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, Deus de vossos pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, enviou-me a vós. Este é o meu nome para sempre, assim Me invocareis de geração em geração’».

© Secretariado Nacional de Liturgia

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2QuaresmaC16_FACEPOST_tema
Liturgia, Quaresma,

O Senhor estabeleceu com Abraão uma aliança

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Segundo Domingo da Quaresma | Ano C

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O livro do Génesis possui uma riqueza ímpar em referências simbólicas. A sua intenção é, sobretudo, dar a conhecer uma «história da salvação» para toda a Humanidade. O fragmento proposto para primeira leitura situa-nos na promessa feita a Abraão: uma descendência e uma terra. Em 2016, o Segundo Domingo da Quaresma celebra-se no dia 21 de fevereiro.

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2QuaresmaC16_PDF

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A Quaresma é o tempo da Aliança: Deus revela-se e convida-nos a participar na sua vida; Deus revela-se a Abraão, nosso pai na fé, conclui com ele uma Aliança (primeira leitura). Proteção, esperança, luz, salvação (salmo), Deus dá-se a quem o procura. E Paulo assegura-nos que a fé no Deus de Jesus Cristo abre para nós as portas da felicidade celeste (segunda leitura). Não é essa a experiência vivida por Pedro, Tiago e João, na montanha da Transfiguração (evangelho)? Experiência à qual também nós somos convidados em cada eucaristia, pois nela vamos ao encontro do Senhor para acolher a Palavra de luz e de vida.

«O Senhor estabeleceu com Abraão uma aliança»

Deus chama Abraão a pôr-se a caminho. O chamamento não é a uma mera migração de povos, mas a uma nova vida com a finalidade de oferecer a toda a Humanidade a experiência de renovação e libertação do pecado (depois do fratricídio na morte de Abel, depois da arrogância humana na construção da torre de Babel…).
O livro do Génesis possui uma riqueza ímpar em referências simbólicas. A sua intenção é, sobretudo, dar a conhecer uma «história da salvação» para toda a Humanidade. O fragmento proposto para primeira leitura do segundo domingo da Quaresma (Ano C) situa-nos na promessa feita a Abraão: uma descendência e uma terra. O plano divino propõe que Abraão e Sara formem uma grande família e sejam uma «fonte de bênçãos» para toda a terra. Abraão é ancião, como será pai de uma grande descendência? Abraão é um pastor itinerante, como será dono de uma grande porção de terra?
A resposta de Deus é clara: «Olha para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar. […] Assim será a tua descendência». Depois, o texto descreve um episódio insólito: Deus manda a Abraão que sacrifique uns animais e «um brasido fumegante e um archote de fogo passaram entre os animais cortados».
Nos pactos de aliança do mundo antigo era o mais débil — o que se submetia ao poderoso — que tinha de passar entre os animais. Mas, neste caso, é o próprio Deus (através das imagens de «um brasido fumegante e um archote de fogo») quem se compromete pessoalmente com Abraão: «O Senhor estabeleceu com Abraão uma aliança».

No domingo passado (primeiro da Quaresma), a chave de interpretação da primeira leitura era a «terra» que Deus deu ao seu povo, depois de ter passado pelas experiências da escravidão no Egito e da travessia pelo deserto. Agora, a chave hermenêutica é a «aliança» feita com Abraão. O Deus bíblico revela-se como um Deus da história e da salvação (primeiro domingo) e como um Deus da aliança (segundo domingo).
O hebraico serve-se do termo «berit» para expressar a relação única, exclusiva e gratuita de Deus com Israel: única, porque não é comparável a outras experiências religiosas; exclusiva, porque não é feita com outros povos; gratuita, porque a iniciativa é de Deus.
A aliança iniciada com Abraão cumpre-se plenamente em Jesus Cristo. Com ele, Deus estabelece connosco uma Nova e Eterna Aliança: «é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O».

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Génesis 15, 5-12.17-18

Naqueles dias, Deus levou Abrão para fora de casa e disse-lhe: «Olha para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar». E acrescentou: «Assim será a tua descendência». Abraão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído como justiça. Disse-lhe Deus: «Eu sou o Senhor que te mandou sair de Ur dos caldeus, para te dar a posse desta terra». Abraão perguntou: «Senhor, meu Deus, como saberei que a vou possuir?». O Senhor respondeu-lhe: «Toma uma vitela de três anos, uma cabra de três anos e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho». Abraão foi buscar todos esses animais, cortou-os ao meio e pôs cada metade em frente da outra metade; mas não cortou as aves. Os abutres desceram sobre os cadáveres, mas Abraão pô-los em fuga. Ao pôr do sol, apoderou-se de Abraão um sono profundo, enquanto o assaltava um grande e escuro terror. Quando o sol desapareceu e caíram as trevas, um brasido fumegante e um archote de fogo passaram entre os animais cortados. Nesse dia, o Senhor estabeleceu com Abraão uma aliança, dizendo: «Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates».

© Secretariado Nacional de Liturgia

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1QuaresmaC16_FACEPOST_tema
Liturgia, Quaresma,

Meu pai era um arameu errante

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Primeiro Domingo da Quaresma | Ano C

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A Quaresma é o tempo da liberdade e da escolha, o tempo da conversão e do amor. A Liturgia da Palavra apresenta as escolhas necessárias para seguir no caminho para Deus, mas também fala da fidelidade e da bondade divinas. Em 2016, o Primeiro Domingo da Quaresma celebra-se no dia 14 de fevereiro.

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A Quaresma é o tempo da liberdade e da escolha, o tempo da conversão e do amor. A Liturgia da Palavra apresenta as escolhas necessárias para seguir no caminho para Deus, mas também fala da fidelidade e da bondade divinas. A prova está na profissão de fé de Moisés diante do povo (primeira leitura) e na confiança do salmista (salmo). Paulo insiste no fator decisivo da fé para a salvação (segunda leitura), deixando a cada um/a a liberdade da escolha. Mas é Jesus Cristo que, no deserto, nos mostra verdadeiramente como resistir às tentações, graças à palavra de Deus, e como escolher o caminho da vida (evangelho).

«Meu pai era um arameu errante»

O livro do Deuteronómio inspirou a grande história do povo bíblico, no período que se estende desde o livro de Josué até ao Segundo Livro dos Reis. O critério fundamental é que a memória da comunidade de fé não só permite a cada geração do povo de Deus reviver os grandes acontecimentos salvíficos que Deus fez no passado, mas também torna possível abrir-se à compreensão da atividade incessante de Deus nas suas próprias vidas (nas nossas vidas). O Deuteronómio ajuda a entender que, quando um povo esquece o seu passado, perde o presente e o futuro.
O fragmento proposto para primeira leitura do primeiro domingo da Quaresma (Ano C) diz respeito à festa celebrada depois das primeiras colheitas do ano. Era uma ocasião para agradecer o dom de Deus que faz a terra produzir frutos. Provavelmente, a oferenda faz parte da festa de Pentecostes, que se realizava sete semanas depois da Páscoa judaica, no final do tempo das ceifeiras. O fiel apresentava-se no templo com uma cesta que continha uma pequena parte da colheita entendida como dom de Deus.
A confissão de fé pronunciada é um recital da história de Israel, que começa por recordar os tempos mais antigos: «Meu pai era um arameu errante» (uma provável referência a Jacob ou até a Abraão!). Deus respondeu ao clamor do povo oprimido numa terra estrangeira, dando-lhe a liberdade e uma terra para viver em segurança. A «terra» é uma constante na teologia deuteronomista e nas releituras posteriores: terra prometida (Génesis), esperada (Êxodo, Números e Deuteronómio), alcançada (Josué) e agradecida. Os frutos que naquela circunstância se oferecem a Deus são uma demonstração da confiança contínua no cuidado divino ao povo.
Um exegeta do século passado (von Rad) apelidou este texto de «credo histórico» de Israel. Apesar de não ser o único «credo histórico» que encontramos no Antigo Testamento — existem outros: Salmo 78; Salmo 106; Nehemias 9, 7 e seguintes —, podemos dizer que este é o mais significativo.

Através da narração histórica, a comunidade de fé entende a sua própria identidade: a alegria pela salvação obtida, que é, ao mesmo tempo, passada, presente e futura. A fé não se centra em formulações doutrinárias estranhas mas em factos históricos. Além disso, percebe-se uma ligação entre a fé professada e a fé celebrada. A fé e a liturgia de Israel, e também a da Igreja, são memorial.

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Deuteronómio 26, 4-10

Moisés falou ao povo, dizendo: «O sacerdote receberá da tua mão as primícias dos frutos da terra e colocá-las-á diante do altar do Senhor teu Deus. E diante do Senhor teu Deus, dirás as seguintes palavras: ‘Meu pai era um arameu errante, que desceu ao Egito com poucas pessoas, e aí viveu como estrangeiro até se tornar uma nação grande, forte e numerosa. Mas os egípcios maltrataram-nos, oprimiram-nos e sujeitaram-nos a dura escravidão. Então invocámos o Senhor Deus dos nossos pais e o Senhor ouviu a nossa voz, viu a nossa miséria, o nosso sofrimento e a opressão que nos dominava. O Senhor fez-nos sair do Egito com mão poderosa e braço estendido, espalhando um grande terror e realizando sinais e prodígios. Conduziu-nos a este lugar e deu-nos esta terra, uma terra onde corre leite e mel. E agora venho trazer-Vos as primícias dos frutos da terra que me destes, Senhor’. Então colocarás diante do Senhor teu Deus as primícias dos frutos da terra e te prostrarás diante do Senhor teu Deus».

© Secretariado Nacional de Liturgia

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QuaresmaC16_FACEPOST
Liturgia, Quaresma,

Gerar conversão

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Quaresma 2016

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Gerar conversão consiste em assumir a dinâmica de conversão em contexto de pastoral de gestação. Gerar conversão é aceitar «a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética». Da «escuta orante da Palavra» hão de surgir «atos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo»: as obras de misericórdia.

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QUARESMA_PDF

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«Convertei-vos…» — é a exortação que ecoa no início da Quaresma através do profeta Joel, texto proposto para primeira leitura de Quarta-feira de Cinzas (Joel 2, 12-18). É como um toque de telemóvel a anunciar a chegada de uma mensagem ou de uma chamada que merece a nossa atenção e resposta. Mas o convite à conversão não é «naturalmente simpático. Pelo contrário, amedronta, porque vai imediatamente direito ao coração, ao centro da nossa pessoa; tem por alvo o núcleo divino da liberdade de que todo o ser humano é portador, que nos constitui como pessoas e graças ao qual tanto somos capazes de nos enrolar em nós mesmos e virar o mundo para nós, como de sair de nós, abrindo-nos a Deus, ao mundo e a todos. É precisamente no modo como a nossa liberdade se orienta, fechando-nos ou abrindo-nos, que há de situar-se a conversão. Mais ainda, a conversão é esse orientar-se. De onde e para onde?» (Ignacio Iglesias, A alegria da conversão, ed. Apostolado da Oração).

Quaresma: gerar conversão

Gerar conversão consiste em assumir a dinâmica de conversão em contexto de pastoral de gestação. Tal como a conversão, «a pastoral de gestação tem a ver com a identidade das pessoas. É um dos seus principais traços. […] A pastoral de gestação reconhece que cada um/a é único/a e visa promovê-lo/a naquilo que ele/a tem de mais pessoal. […] Só Deus pode ‘gerar’ alguém, levando-o a partilhar a sua vida. As questões que se levantam não são, portanto: Como é que a Igreja pode suscitar novos cristãos? Que estratégias pastorais convém desenvolver para ser mais eficaz? De maneira nenhuma. As interrogações são antes do tipo: Que se passa entre Deus e estes homens e estas mulheres que vivem na aurora do século XXI? Que caminhos toma Deus para chegar a eles e fazê-los nascer para a sua vida? De que modo é que Ele convida a Igreja a transformar a sua forma tradicional de crer e de viver para permitir o encontro?» (Uma nova oportunidade para o Evangelho. Para uma pastoral da gestação, ed. Paulinas). Então, a questão essencial para gerar conversão não é «de quê a quê?», mas «de quem a Quem?». Neste contexto, a conversão percebe-se em todo o seu sentido: mudar de mentalidade, de comportamentos («metánoia») e voltar-se para Deus («epistrofé»). Na verdade, a conversão não consiste numa «cirurgia estética» exterior, mas uma «intervenção cirúrgica» profunda. Ora, «quer irrompa de surpresa, quer vá amadurecendo insensivelmente como um fruto, ou se amplie sob a forma de drama violento, a conversão é, em princípio, um processo permanente. E para todos […] como um novo nascimento» (Ignacio Iglesias). Gerar conversão é aceitar o convite a nascer de novo para uma vida autêntica, à luz da palavra de Deus. Gerar conversão é aceitar «a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética» (Francisco, Mensagem para a Quaresma), tendo como guias orientadores os textos bíblicos das primeiras leituras de cada dia (em especial de cada domingo da Quaresma). Da «escuta orante da Palavra» hão de surgir «atos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo»: as obras de misericórdia. «A Quaresma deste Ano Jubilar [da Misericórdia] é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia» (Francisco).

Laboratório da Fé anunciada

A conversão, «aspeto fundamental» a identidade do discípulo missionário, «é a resposta inicial de quem escutou o Senhor» (Documento de Aparecida, 278). Na verdade, é a escuta do Senhor Jesus Cristo, a Palavra de Deus Pai descida ao coração do crente, que conduz à resposta da fé. «Uma vez escutada, a palavra de Cristo, pelo seu próprio dinamismo, transforma-se em resposta no cristão, tornando-se ela mesma palavra pronunciada, confissão de fé» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «Lumen Fidei», 22). E da «fé professada» (acreditar) passa-se à «fé anunciada» (evangelizar). A conversão na perspetiva da «fé anunciada» convoca para a missão de levar aos outros esta experiência de escuta/resposta; e, portanto, levar os outros a entrar em contacto com a nossa própria conversão: «convertidos para converter», convertidos para anunciar «a alegria da conversão» (Ignacio Iglesias). Não se trata de propor práticas expiatórias ou culpabilizantes, mas de ajudar cada um/a ao ato livre de adesão ao amor misericordioso de Deus. «Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão!» (Mensagem para a Quaresma).

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